Conheci recentemente o blog da Rávellyn, minha aluna neste primeiro período de sociologia em 2011/1. Sempre fico impressionada com a sensibilidade e com a força de expressão dos blogs pessoais. Sou fã.Pra quem quiser conhecer o link é esse aqui.
Conheci recentemente o blog da Rávellyn, minha aluna neste primeiro período de sociologia em 2011/1. Sempre fico impressionada com a sensibilidade e com a força de expressão dos blogs pessoais. Sou fã.
Estou lendo o sensacional "Lendo Lolita em Teerã - memória de uma resistência literária", da iraniana Azar Nafisi. A autora, professora de literatura inglesa e exilada nos EUA, narra suas memórias sobre o processo de endurecimento pós-revolução no Irã, em 1979, a suspensão de seu direito de dar aulas na universidade de Teerã, a proibição pelo regime dos romances ingleses, a obrigação do uso do véu para as mulheres em lugares públicos e as pequenas resistências que ela e suas alunas faziam cotidianamente, em especial o grupo de estudos sobre romances ingleses que mantinham, clandestinamente, na casa de Nafisi nas quintas pela manhã, durante dois anos. Nesses encontros, liam e discutiam romances e suas próprias vidas. Esse jogo de memórias e subjetividades faz desse um livro magistral.
Minha gente, decidi q sempre que der tempo vou partilhar algumas descobertas/receitas/macetes simples da minha vida cozinheira. Pra quem se interessar, principalmente meus alunos que moram sozinhos e/ou recém-casaram. :) Aproveito pra deixar de registro, como um livro de receitas blogado. Vou começar com meu arroz consagrado.



Hj conheci o blog da querida Selene, aluna de Mídia e agora do PPGCOM/UFF. O post q li hj, sobre tempo/espaço/memória, me lembrou reflexões minhas e tb o curso que daremos, eu e Marildo, na pós no semestre que vem. Muito bonito!



Em homenagem à minha amiga querida Xu, que se indignou com o post com q inauguro esta série (hahaha, a dos cabelos brancos), mais uma sobre as descobertas da meia-idade e nossa indignação diária com o tal do passar do tempo. Episódio de hoje:
Terminei de ler a biografia de Lobão, Cinquenta anos a mil, escrita por Lobão com Claudio Tognolli, com edição de 2010 da Nova Fronteira (aliás, que edição mais descuidada, vou te falar! Tem erro de impressão, coisas mal corrigidas, enfim, livro caro q merecia mais esmero editorial). Ganhei de presente de minha amada amiga Xu nessa fase complexa e me distraiu horrores.
olícia em seus shows, a cobertura da mídia acerca de suas falas e ações mostram claramente um contínuo de arbitrariedades e clima inquisitório, que faria um sujeito mais ajustado balançar, imagina um que já vinha de um histórico familiar e de vida meio desequilibrado...
ade, de grande circulação, principamente usada por crianças e idosos. Seus portões estão sendo fechados às 19h (em pleno horário de verão) e durante a semana os portões laterais (da Domingos de Sá e e da Lopes Trovão) permanecem fechados o dia inteiro. O vereador Renatinho, do PSOL, solicitou ao Secretário a reabertura, em nome dos idosos, dos deficientes físicos, das mães com carrinhos de bebê etc., que diariamente fazem enorme uso dessas entradas.
stão é bem mais grave e complexa do que isso. A praça da Cantareira é hoje o ÚNICO espaço realmente democrático para os jovens da Niterói se divertirem. Ponto de aglutinação de estudantes das universidades da cidade, tanto da UFF quanto das particulares que se distribuem no Ingá e no Centro, como a Maria Thereza, a Estácio e a Universo, é um reduto boêmio e festivo, com bares com pizza a dez reais, cerveja barata, shows, apresentação de dança, poesia, funk, samba, protestos políticos, eventos estudantis etc. Os que preferem ou estão mais sem grana, não ficam nos bares no entorno da praça, mas sentam em seus bancos e murinhos, consumindo uns comes e bebes dos
ambulantes que já se consolidaram há anos ali. Portanto, é um espaço vivo, já consagrado, importante para a socializaçao da comunidade acadêmica de Niterói, especialmente para as muitas repúblicas estudantis do Ingá e de S. Domingos, que não teriam NENHUM outro lugar de diversão e socialização se não fosse a Cantareira.
re, Lehane dá um banho de escrita, como escreve bem, o danado. Sou fã, em especial de Gone, baby, Gone e Paciente 67 (que deu origem ao roteiro de A ilha do medo, dirigido pelo Scorcese). Nesse calhamaço de quase 600 páginas, Lehane cruza a história de fascinantes personagens nos EUA na década de 1910. Aprende-se muito, mas muito, sobre a formação norte-americana neste romance. Em especial, sobre um acontecimento que eu até então desconhecia, que foi a greve da polícia de Boston em 1919 e suas consequências. Sinceramente, um romance à moda antiga, fascinante mesmo. Como estou acordando de madrugada (efeito medicamentoso chato), em vez de me preocupar com coisas chatas e ansiosas de minha própria vida, preferi me ocupar com a vida dos personagens do Lehane por várias madrugas. Valeu a pena! Adoro personagens interessantes. Mestre na escrita! (agradeço mt ao meu aluno querido Josué que me lembrou, na véspera do natal, do livro novo do Lehane, e à minha irmã amada Deb que foi no Plaza comprar o livro de presente pra mim!).
ens são mentirosos, de Alberto Manguel (Companhia das Letras, 2010). Também adoro o Manguel. Seu livro sobre a história da leitura é fascinante e amoroso. Mas fiquei meio assim assim com esse romance/documento jornalístico a la Rashomon. A cada capítulo, um ponto de vista acerca do personagem Alejandro Bevilacqua vai se formando, como um mosaico, em que mentira e verdade, ficção e realidade, jornalismo e romance, vão sendo colocados em jogo e em xeque. Como sempre, bem escrito. Historicamente, um excelente panorama sobre Buenos Aires em meados do século XX e a vida dos artistas exilados na Europa por ação das ditaduras militares. Mas achei desequilibrado o tom da narrativa. Os dois últimos depoimentos, principalmente, são estilísticos e chatos. Poderia ser genial, ficou meia bomba. Mas, valeu!
necessidade de aparecer do autor da biografia, que coisa mais triste. Poderia comentar vários trechos, mas vou citar só um, na pag. 242, que aparece do nada: