



Em homenagem à minha amiga querida Xu, que se indignou com o post com q inauguro esta série (hahaha, a dos cabelos brancos), mais uma sobre as descobertas da meia-idade e nossa indignação diária com o tal do passar do tempo. Episódio de hoje:
Terminei de ler a biografia de Lobão, Cinquenta anos a mil, escrita por Lobão com Claudio Tognolli, com edição de 2010 da Nova Fronteira (aliás, que edição mais descuidada, vou te falar! Tem erro de impressão, coisas mal corrigidas, enfim, livro caro q merecia mais esmero editorial). Ganhei de presente de minha amada amiga Xu nessa fase complexa e me distraiu horrores.
olícia em seus shows, a cobertura da mídia acerca de suas falas e ações mostram claramente um contínuo de arbitrariedades e clima inquisitório, que faria um sujeito mais ajustado balançar, imagina um que já vinha de um histórico familiar e de vida meio desequilibrado...
ade, de grande circulação, principamente usada por crianças e idosos. Seus portões estão sendo fechados às 19h (em pleno horário de verão) e durante a semana os portões laterais (da Domingos de Sá e e da Lopes Trovão) permanecem fechados o dia inteiro. O vereador Renatinho, do PSOL, solicitou ao Secretário a reabertura, em nome dos idosos, dos deficientes físicos, das mães com carrinhos de bebê etc., que diariamente fazem enorme uso dessas entradas.
stão é bem mais grave e complexa do que isso. A praça da Cantareira é hoje o ÚNICO espaço realmente democrático para os jovens da Niterói se divertirem. Ponto de aglutinação de estudantes das universidades da cidade, tanto da UFF quanto das particulares que se distribuem no Ingá e no Centro, como a Maria Thereza, a Estácio e a Universo, é um reduto boêmio e festivo, com bares com pizza a dez reais, cerveja barata, shows, apresentação de dança, poesia, funk, samba, protestos políticos, eventos estudantis etc. Os que preferem ou estão mais sem grana, não ficam nos bares no entorno da praça, mas sentam em seus bancos e murinhos, consumindo uns comes e bebes dos
ambulantes que já se consolidaram há anos ali. Portanto, é um espaço vivo, já consagrado, importante para a socializaçao da comunidade acadêmica de Niterói, especialmente para as muitas repúblicas estudantis do Ingá e de S. Domingos, que não teriam NENHUM outro lugar de diversão e socialização se não fosse a Cantareira.
re, Lehane dá um banho de escrita, como escreve bem, o danado. Sou fã, em especial de Gone, baby, Gone e Paciente 67 (que deu origem ao roteiro de A ilha do medo, dirigido pelo Scorcese). Nesse calhamaço de quase 600 páginas, Lehane cruza a história de fascinantes personagens nos EUA na década de 1910. Aprende-se muito, mas muito, sobre a formação norte-americana neste romance. Em especial, sobre um acontecimento que eu até então desconhecia, que foi a greve da polícia de Boston em 1919 e suas consequências. Sinceramente, um romance à moda antiga, fascinante mesmo. Como estou acordando de madrugada (efeito medicamentoso chato), em vez de me preocupar com coisas chatas e ansiosas de minha própria vida, preferi me ocupar com a vida dos personagens do Lehane por várias madrugas. Valeu a pena! Adoro personagens interessantes. Mestre na escrita! (agradeço mt ao meu aluno querido Josué que me lembrou, na véspera do natal, do livro novo do Lehane, e à minha irmã amada Deb que foi no Plaza comprar o livro de presente pra mim!).
ens são mentirosos, de Alberto Manguel (Companhia das Letras, 2010). Também adoro o Manguel. Seu livro sobre a história da leitura é fascinante e amoroso. Mas fiquei meio assim assim com esse romance/documento jornalístico a la Rashomon. A cada capítulo, um ponto de vista acerca do personagem Alejandro Bevilacqua vai se formando, como um mosaico, em que mentira e verdade, ficção e realidade, jornalismo e romance, vão sendo colocados em jogo e em xeque. Como sempre, bem escrito. Historicamente, um excelente panorama sobre Buenos Aires em meados do século XX e a vida dos artistas exilados na Europa por ação das ditaduras militares. Mas achei desequilibrado o tom da narrativa. Os dois últimos depoimentos, principalmente, são estilísticos e chatos. Poderia ser genial, ficou meia bomba. Mas, valeu!
necessidade de aparecer do autor da biografia, que coisa mais triste. Poderia comentar vários trechos, mas vou citar só um, na pag. 242, que aparece do nada:
Acabei de ler o livro Só garotos (São Paulo, Companhia das Letras, 2010), misto de memórias e biografia parcial da artista norte-americana Patti Smith, englobando principalmente a parte de sua vida em que ela conheceu e conviveu com o tb artista dos EUA Robert Mapplethorpe.
estre, tive o prazer de ler, apresentada pelo querido Lucas Waltenberg, a série policial sueca Millennium, de Stieg Larsson (Companhia das Letras). Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar são os três volumes que compõem a trama de tirar o fôlego, que gira em torno mais especificamente de dois personagens sensacionais - o jornalista Mikael Blomkvist e a racker Lisbeth Salander. Sinceramente, num consegui parar de ler. E fazia tempo que um personagem jornalista num me parecia tão bacana, sem parecer cabotino ou cínico. Quase que deu pra eu me apaixonar pela profissão de novo. ;) O único problema, pelo menos pra mim, foi me acostumar com os nomes suecos, que me causam muito estranhamento (tanto os dos personagens quanto os dos lugares e instituições). Mas isso foi bem no comecinho, depois fluiu que foi uma beleza.
nidas no livro Fotografei você na minha rolleyflex (RJ, Multiletra, 1997). Tava perdido aqui em casa, provavelmente comprado pela minha mãe, mas eu sempre tenho um pouco de preguiça com esse povo da bossa nova, aí nunca tinha lido. Olha, é legal, num é uma brastemp, mas diverte, é pitoresco, Joyce parece ser uma pessoa bacana etc. Gostei muito do capítulo sobre as "eras" de Vinícius de Moraes, que era como os amigos se referiam às diversas fases pelas quais ele passava na vida de acordo com a mulher com quem estivesse casado (e foram muitas!). Até fiquei interessada em reler os poemas dele a partir do contexto histórico das eras (para quem ele escreveu o quê?), quem sabe eu arranje um tempinho pra pesquisar isso? E me chamou a atenção no livro, talvez porque eu esteja centrada na temática da juventude, a saudade da Joyce dos seus vinte anos e da vida que se levava no Rio de Janeiro nas décadas de 60 e 70. Claro que ela não é a única, esse é um topos comum nas memórias e biografias que voltam-se para o período. Mas é interessante como a nostalgia encerra naqueles tempos toda a possibilidade de se viver bem, fazendo com que os períodos posteriores sejam um nada.
os como o da p. 127, quando ela diz estar se "referindo a coisas um pouco estranhas para este final de século [leia-se virada para 2000], como arte, criação e outras inutilidades". Ou, mais ainda, quando afirma que "talvez seja mais feliz quem ficou pelo caminho, sem presenciar o fim do sonho", na bela crônica "Experiências". O fim do "no meu tempo" não mata só a juventude da autora, mas o próprio sonho. E, se como afirma Norbert Elias, morrer é não sonhar, o fim da juventude, na contemplação nostálgica de Joyce e de tantos de nós, seria o fim da vida, embora ela siga, com suas outras fases e eras. Sei lá, prefiro a lição do poetinha, de que a gente vai recomeçando sempre, cada era com suas estrelas e sonhos.




roximidade dos 40 anos (que meeeeedo), as nossas células e neurônios fatigados, mas vai baixando uma humildade tão grande. Reduzi tanto meus sonhos, minhas fantasias, minhas esperanças. Ando espantado com o Tempo. O tempo é a única coisa terrível que existe. O tempo que passa e leva de arrasto, aparentemente aleatório, a juventude nossa e a dos outros. Não é amargo, é apenas real. Só hoje começo a compreender certa expressão de espanto inconsolável que muitas vezes percebi nos olhos de meu pai. Meus próprios olhos estão ganhando pouco a pouco uma expressão semelhante".
LOST acabou semana passada. Sei que muita gente já falou sobre isso, mas quero pitacar um pouco também (blog é pra isso, né mermo?). Afinal, foram longos seis anos acompanhando uma série genial, na minha concepção, da qual sentirei muita, mas muita saudade mesmo.
eitar algumas pendências da vida anterior. Quase uma limpeza de karma. :) Mais ainda, para além da metáfora da vida, uma forma de nos dizer, eles, roteiristas, que aqueles personagens não morreram também para nós, que suas histórias os transformaram e nos transformaram e que não seríamos brindados de forma acachapante com uma cena final de morte trágica do grande herói, tantas vezes chato, tantos vezes cético, mas tão retrato de nós todos, sem um abrandamento deste baque através de uma cena com todos se encontrando, se reconhecendo, se abraçando.
ente saudades de alguns momentos. E aí Hornby nos presenteia com a mais precisa definição do que seja dar aula, pelo menos para mim, que tô há 17 anos nesse rolo (tá lá na pag. 41):
Mas ontem, rodando pelas ruas de niter procurando um bom bar pra me divertir na véspera do feriado, senti uma tristeza nostálgica das grandes. Onde foram parar os botecos queridos da velha Niterói? Pois com exceção da Cantareira (Mãe D'agua, São Dondon,
Tio Cotó e Vestibular do chopp), do Bar dos Caldos e de outros poucos representantes (dentre eles o veterano e amado "jogados fora", o velho Steak House da madruga, e o Barroquinho, sobrevivente da velha guarda dos bares - onde a gente não ia muito, nos anos 80, pq o povo dizia que era "ponto de droga", hahahahahaha -, do Bar do Beco - dica da minha irmã, que afirma que junto com outro que ela vai no Campo de S. Bento - onde era o antigo Tringuilim, o novo não lembro o nome - são os únicos que prestam), os bares de raiz, hehe, desapareceram. Agora só restaurante a quilo metido a besta, botequim fake, bares caros q se acham, ai, saco!
Farei aqui, então, nostágica e protestando, um lamento-homenagem aos bares da minha vida boêmia em niterói (tenho certeza de que vou emocionar muitos amigos das antigas). Vamos lá ao rol da saudade:
- Em Icaraí - na Mariz e Barros, logo no comecinho, tinha o Aventuras na Roça, um sobrado gracinha, com milho cozido e vinho de maçã. Vc andava um pouco mais e dava no Cachaceria 7 virtudes, onde Tchelo tocava com Peter e a gente tomava cachaça Coquinho. Tchelo anos mais tarde passou a tocar no Dom Roale, tb ótimo, pertinho do Cinema Icaraí (que ainda funcionava), na Alvares. Na Belisário Augusto, o inesquecível W.O. (ai, como sonhei com ele ontem!), com aqueles tira-gostos inesquecíveis, em especial a carne seca com aipim. Na Pres. Backer, o Alfacinha (tb evitado porque era "ponto de drogas", hahahahahahaha), o 244 (em que eu e minha amiga Monica comíamos sardinha frita e derrubávamos muuuitas garrafas de cerveja nas terças de tarde) e o Farinata, em que o piano e o violão estavam sempre disponíveis pra quem tava a fim de fazer um som ou declamar uma poesia. Na Lemos Cunha com Mariz, Miguel e seu inesquecível Batipatu, com aquela gente louca e a batida de côco incomparável. Na Domingos de Sá, o Misasas e seus quitutes árabes, reunindo o povo do Salesianos, que também ia muito no Maralice, na esquina da 5 de julho com Ministro Octavio Kelly (hoje point insuportável de torcedores de futebol chatésimos). Ainda na Domingos de Sá, o Singular, mais intimista, bom pra levar o amor e ficar de chamego num papinho a dois (outro dia fui num mexicano aq em Pirá e a garçonete era a mesma do Singular, e vinte anos depois ficamos felizes mesmo com esse reencontro!). Em Santa Rosa, a gente praticamente morava na Casa Velha, bar da minha amiga Moniquinha, no final da Mario Vianna, e depois no Bar da Edna, outra amiga, esse um boteco de responsa no Beltrão. Na avenida 7, pertinho do valão, a maravilhosa e inesquecível picanha do Maurício, que depois migrou tb pra perto do valão (nem por isso a gente deixava de ir, hehe) na 5 de julho e na Lara Vilela, na esquina do jambeiro. Na Praia de Icaraí - sim, existiam bons bares na orla -, destaque para o Beer Standard, que ocupava um varandão enorme e muito gostoso na esquina da Pereira (hj o lugar é ocupado por um dos prédios mais metidos a besta de niterói), para o Giuseppe, do lado do Central, onde comíamos rã à milanesa (lembra, Gil?) e o Garota de Icaraí, perto da Oswaldo Cruz (íamos muito lá, eu e o povo do Globo Niterói, depois de fecharmos o jornal). Pra brincar de gincana cultural, o Via ápia, na esquina da Av. 7 com Roberto silveira. Na Noronha Torresão, havia o Bar da Déia, praticamente o único reduto gay feminino da cidade. E, pra encerrar, o memorável JP, bar do Duda e do Jorginho na João Pessoa, em que no fim das noites o Índio de Niterói - como esquecer? - adentrava ao som de todas as vozes presentes que o saudavam com um "Todo dia é dia de índio", enquanto ele sacava do arco e flecha e atirava! hahahahahaaha. Impagável!
- No Ingá e no centro - vou começar falando da Picanha do Maurício, que depois virou o Casa da sogra, na Lara Vilela ao lado do Solar do Jambeiro (a casa, não o restaurante, que já foi muito legal tb mas depois deu uma caída e ficou metido a besta). Logo em frente, num casarão lindo, o Parati, que primeiramente se chamou 4 gatos. Festivais de poesia, cervejadas, muitas noites namoradeiras, ai, ai... e uma justa homenagem final aos trailers do mirante onde hj está o MAC, lugar maravilhoso pra encerrar a noite e fazer um rala e rola no carro. Tudo bem q o MAC é lindo etc., mas preferia o mirante, eu juro! Os bares da velha e boa cantareira também marcaram época, em especial o Tio cotó, que amém permanece vivo. Mas o Castelinho e o He-man (esse na Praça do Rink), bares mais gays, faleceram, uma pena! Também acabou o pé-sujo ótimo que tinha na Estaçao das Barcas, fui muito lá quando trabalhei na coluna social da Estela Prestes, junto com meu amigo doido Púga (esqueci o nome, era meio americanizado - o nome, o bar era brasileiríssimo - alguém lembra?). Pra vc ver a tristeza, sinto saudade até dos botecos esfarrapados do Beco da Sardinha! E do bar do Maurício - outro, não o da picanha -, que ficava perto da Universo da Marechal Deodoro, e de um bar temático cafona de guerra que ficava em frente ao bloco A da Universo, sei lá, Kamikase, algo assim (novamente, alguém me ajuda?). Entre os blocos A e B da Universo, um senhor pé sujo, o Bar do seu Niltinho, com a cerveja sempre estupidamente gelada e o carinho do proprietário, que me dava leitinho frio (sem cobrar) quando eu tinha crise de gastrite no intervalo das muitas aulas q dava na Universo. No Centro, ainda resta pra nossa alegria e esperança o Caneco Gelado do Mário e o Monteiro, bravos resistentes! E o Cheiro de Mar tb permanece vivo e lotado nas noites de S. Domingos, com aquela vista espetacular da Ilha da Boa Viagem e da Baía de Guanabara (saudades dos sandubas com minha amiga Paulinha nas noites de volta da Castelo!).
- Em São Francisco, Charitas e Jurujuba - quase uma segunda casa na minha vida, o falecido Bigodão era meu point quase diário. Saudades imensas dos garçons, do chopp de lá q nunca mais tomei com tanto gosto e da pizza de alho com champignon. Mas a gente ia também no Céu Azul, em frente ao Bar do Lido (íamos menos nesse, pq o povo dizia que era "antro de prostituição", hahahahaha). Em Charitas, o Le Moustache (que era do mesmo dono do bigodão, mas sem o charme daquele, a gente só ia quando o primeiro estava lotado), um bar francês surreal com tochas na porta que a gente adorava (também esqueci o nome, alguém me ajuda?), o Cantinho na pedra (que ainda existe, felizmente), um bar de caldos maravilhosos em Jurujuba em que passei alguns aniversários (tb esqueci o nome, ficava numa curva perto do Pier 31, onde hoje o povo brinca de cantar no karaokê), o Farol de Jurujuba, com a melhor casquinha de siri do planeta, e o Tia Celina, q ainda existe mas perdeu parte de seu charme de comida caseira de vila de pescadores.
- Na Região Oceânica - numa região ainda praticamente despovoada, os bares eram surpreendentemente lotados. Tinha um na praia de Piratininga totalmente deserta, era um bar óooootimo, num lembro o nome, mas os drinks eram geniais, ele era bem rústico, bem no meio da praia... Tinha tb o inesquecível Poetas anônimos, com as batidas mais deliciosas do mundo (lembro que ganhei um concurso de crônicas promovido por eles com uma crônica sobre bares, que chamei de "Estereótipos anônimos", se eu achar aq vou publicar). E os dias praianos só faziam sentido se fossem encerrados com uma caipirinha no Recanto das garças, um camarão com catupiry no Canoas (ainda existe, amém), um peixe ensopado no Tibau (ainda existe, mas caidinho, caidinho) ou um bolinho de bacalhau com cerveja - infelizmente, a única q eles tinham era Kaiser, o que sempre nos deixava passando mal, mas a gente era persistente! - no Barril 3000. Graças aos céus, Seu Antonio segue vivo e forte, e depois ganhamos o Veranda, com uma batida de cupuaçu de beber de joelhos, de tão gostosa (PS. de abril/2010: infelizmente, estive lá recentemente e a batida num era mais a mesma. Q pena!). Mas os demais faleceram todos.
Bem, acho q ainda faltam alguns, mas ficarei esperando a contribuição de outras vozes. Por agora seguirei no meu boteco virtual, sonhando com os bares em que amei e onde vivi muitas histórias que agora me emocionam e me fazem lembrar de dias felizes, amores, amigos, bebidas e cigarros, violão, olhares 43 e muita, mas muita sede de viver. Que nunca me falte nada disso, nem virtual nem pessoalmente!
PS.1: Pedro Curi, pessoa boa, me lembrou que o nome do bar no campo de S. Bento é Novo Ponto (falando nisso, recentemente estive lá e comi um filezinho aperitivo q estava delicinha).
PS.2: esqueci de incluir alguns bares inesquecíveis na listagem aí de cima (um deles lembrado por minha irmã): o Duerê, em Pendotiba, onde vi Zélia Duncan, então Zelia Cristina, dar uma canja fabulosa num show em que Vinicius Cantuaria deu uma escrotizada (o show era dele, ele ficou com raivinha por um rolo envolvendo carro/vaga, deu meia hora de show e foi embora, alguém crê?). Zelia tava na platéia, era amiga dos donos da casa (Marilda, Cristina etc.) e deu uma canja de 1 hora! Maravilhosa. Depois até fiz matéria com ela pro Globo Niter. No Duerê tb fui juri de festival fabuloso de esquetes ( "Cai a noite em Acapulco", hahahaaha, nunca esquecerei o quanto ri), fiz apresentação de poesia com Si Ferraz, enfim, era um bar realmente inesquecível; tb o Nó na madeira, em Pirá, onde assisti bons shows e rodas de samba; e o Candongueiro, em Rio do Ouro, que ainda existe mas sem o charme dos bons dias, penso eu. Muito samba de primeira e bons amigos, sinto saudades do Candonga; o Latino, que ainda existe ali ao lado do Plaza, que frequentávamos muito quando o ICHF ainda era no Valonguinho; em Sanfran, esqueci de falar do Velho Armazem, ainda forte por lá, que já foi Bar Luiz (ainda considero o melhor chopp escuro de Niter); e o Devassa, que ficou pouco tempo funcionando, mas que rendeu bons chopps escuros, drinks perversos que me deram ressacas monstruosas e um caldinho de feijão q eu amava; e atualmente, mil palmas para os petiscos e o chopp delicioso do Outback, que tem salvo nossa vida em muitos momentos.
PS.3: e no momento atual, preciso por justiça incluir o Coahuila, bar mexicano no trevo de Pirá. Drinks deliciosos, em especial o Frozen, a Mexilada e o inesquecível Alexander. E os comes tb são de prima. Tá cotado!
Depois de um longo silêncio neste blog - era preciso um tempo de silêncio para que eu pudesse me ouvir um pouco -, eis-me novamente resmungando por aqui.