De quebra, vídeo divertido do Fantástico e mais os figurinos da época. !977. hehe.
De quebra, vídeo divertido do Fantástico e mais os figurinos da época. !977. hehe.
1) fume maconha com seus amigos da universidade e depois diga, nos fóruns públicos e em situação de crise, que é contra o tráfico e contra quem financia o tráfico comprando drogas;
2) encha o saco como militante de esquerda, denunciando sem parar o preconceito e a discriminação, e no primeiro momento em que isso não te diz respeito, e sim diz respeito ao direito dos outros, assuma postura fascista e generalize o preconceito contra o outro, em especial o de classes economicamente oprimidas, sugerindo, inclusive, o extermínio como solução. E se orgulhe disse, não escutando nenhum de seus antigos aliados quando eles alertam você acerca da contradição e do preconceito de sua atitude, reagindo, inclusive, com agressividade.
3) puxe bastante, mas bastante mesmo, o saco de sua professora de sociologia e outras matérias afins, em diversos emails, DMs, conversas privadas, dizendo que ela é o máximo, que vc queria ser como ela, que a opinião dela é fundamental nas lutas q vc trava, que precisa do apoio dela quando quer denunciar alguma coisa porque o discurso dela tem legitimidade entre os demais etc.
E quando ela, num fórum público, externalizar opinião diferente da sua, permita que seus "amigos" enxovalhem, ridicularizem, ataquem, escrotizem a fala de sua professora sem em nenhum momento sair em defesa dela, sem em momento algum lembrar uma única das suas frases puxasaquentas de antes. Ao contrário, não só se omita, qdo um "amigo" pergunta/fala para vc "quem é esse ser? de onde saiu essa pessoa?", "nunca vi alguém tão radical, tão preconceituoso" etc. , além de se omitir, não dizer nem uma só vez "é minha professora querida, queria ser como ela quando crescer, me ajudou e me apoiou muitas vezes, está sempre lutando pelo justo etc.", não só não diga nada disso, como forme pequenas matilhinhas contra ela.
Parabéns, vc já está na fase master de ser um hipócrita! Na sua formatura, só estarão o creme de la creme em termos de humanidade, afeto, justiça, amizade, não é? NOT.
Vou ter que chamar aqui, novamente, antiga foto que já usei no blog, em outro post dessa triste série. Mas nenhuma imagem seria mais perfeita para traduzir o que penso sobre esse pós-graduado em hipocrisia:
estre, tive o prazer de ler, apresentada pelo querido Lucas Waltenberg, a série policial sueca Millennium, de Stieg Larsson (Companhia das Letras). Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar são os três volumes que compõem a trama de tirar o fôlego, que gira em torno mais especificamente de dois personagens sensacionais - o jornalista Mikael Blomkvist e a racker Lisbeth Salander. Sinceramente, num consegui parar de ler. E fazia tempo que um personagem jornalista num me parecia tão bacana, sem parecer cabotino ou cínico. Quase que deu pra eu me apaixonar pela profissão de novo. ;) O único problema, pelo menos pra mim, foi me acostumar com os nomes suecos, que me causam muito estranhamento (tanto os dos personagens quanto os dos lugares e instituições). Mas isso foi bem no comecinho, depois fluiu que foi uma beleza.
nidas no livro Fotografei você na minha rolleyflex (RJ, Multiletra, 1997). Tava perdido aqui em casa, provavelmente comprado pela minha mãe, mas eu sempre tenho um pouco de preguiça com esse povo da bossa nova, aí nunca tinha lido. Olha, é legal, num é uma brastemp, mas diverte, é pitoresco, Joyce parece ser uma pessoa bacana etc. Gostei muito do capítulo sobre as "eras" de Vinícius de Moraes, que era como os amigos se referiam às diversas fases pelas quais ele passava na vida de acordo com a mulher com quem estivesse casado (e foram muitas!). Até fiquei interessada em reler os poemas dele a partir do contexto histórico das eras (para quem ele escreveu o quê?), quem sabe eu arranje um tempinho pra pesquisar isso? E me chamou a atenção no livro, talvez porque eu esteja centrada na temática da juventude, a saudade da Joyce dos seus vinte anos e da vida que se levava no Rio de Janeiro nas décadas de 60 e 70. Claro que ela não é a única, esse é um topos comum nas memórias e biografias que voltam-se para o período. Mas é interessante como a nostalgia encerra naqueles tempos toda a possibilidade de se viver bem, fazendo com que os períodos posteriores sejam um nada.
os como o da p. 127, quando ela diz estar se "referindo a coisas um pouco estranhas para este final de século [leia-se virada para 2000], como arte, criação e outras inutilidades". Ou, mais ainda, quando afirma que "talvez seja mais feliz quem ficou pelo caminho, sem presenciar o fim do sonho", na bela crônica "Experiências". O fim do "no meu tempo" não mata só a juventude da autora, mas o próprio sonho. E, se como afirma Norbert Elias, morrer é não sonhar, o fim da juventude, na contemplação nostálgica de Joyce e de tantos de nós, seria o fim da vida, embora ela siga, com suas outras fases e eras. Sei lá, prefiro a lição do poetinha, de que a gente vai recomeçando sempre, cada era com suas estrelas e sonhos. Pois bem, cheia de vontade fui ler a biografia do Antonio Maria, "Um homem chamado Maria", escrito pelo Joaquim Ferreira dos Santos (cujo estilo meio engraçadinho de escrever já tinha me dado uns engasgos em crônicas e no livro "1958", mas nada muito grave).
Mas agora ele se superou. Prefiro só reproduzir alguns trechos abaixo, sobre o bairro de Copacabana nos anos 50, me abster dos coments e deixar esse deleite pra vcs:
"Costuma-se dizer que o bairro naquela época era uma imensa vila habitada exclusivamente pela classe média. Os paraíbas e os suburbanos, nossos visigodos étnicos, já estavam por lá. Mas eram poucos, serviam apenas, como se fosse num filme da Metro, para dar cor exótica, tropical. O Rio perigoso estava bem definido: Lapa, Mangue, praça Mauá. Em Copacabana, podia-se andar de bonde com os destituídos e estes não se achavam agredidos nem com direito a qualquer rapinagem". (p.65).
Pensa que acabou???
"A classe média e os ricos, como se vê, eram maioria, mandavam. Havia espaço para curtir civilizadamente a solidão. (...) Escolhia-se: amar, sofrer, esquecer, se divertir. Mas tudo em paz. Sérgio Dourado e o Julio Bogoricin ainda não tinham enchido aquilo de quitinetes baratas, trazendo atrás o barulho dos carros, a poluição e o séquito de miseráveis despejados da sorte. A imprensa, por sua vez, ainda não havia ensinado o brasileiro a sonhar com o dia em que, conseguida a ascensão social, moraria ali" (p.65)
Já tava de bom, num tava? Mas não, a pessoa sempre pode se superar. Vamos adiante:
"O clima era de que todos se conheciam, se reconheciam, como privilegiados, e assim caminhavam, juntos e felizes, para as sessões do cinema Rian. Na bilheteria, acreditem, ainda não havia aquela criancinha remelenta te olhando comprar o ingresso e suspirosa de uma migalha qualquer de troco."(p.66).
Óbvio que parei de ler o livro nesse momento. Como pode isso, gente? Muita, mas muita vergonha alheia.




Terminei de ler, como um raio, a belíssima homenagem de Paula Dip a Caio Fernando de Abreu, através do livro "Para sempre teu, Caio F. Cartas, conversas, memórias de Caio Fernando de Abreu" (Rio de Janeiro, Record, 2009). Comprei meio sem querer, por sugestão de Dessa, quando estava escolhendo livros pra levar na minha viagem pra NY. Acabei lendo antes de ir, depois de cair naquele velho truque de "vou dar só uma folheadinha pra ver qual é"...
Num me arrependo, é muito bonito o livro! Ela, muito amiga dele a vida toda, faz um relato de histórias, afetos, coisas raras, "pequenas epifanias", como chama o próprio Caio a essas jóias raras e efêmeras que a vida nos traz. Bem escrito e tocante, como um bom livro, ao menos pra mim, deve ser. :) Queria destacar um trecho, tirado de uma das inúmeras belas cartas escritas por Caio, citada por Paula Dip na p. 228:
"Deve ser o tempo, a p
roximidade dos 40 anos (que meeeeedo), as nossas células e neurônios fatigados, mas vai baixando uma humildade tão grande. Reduzi tanto meus sonhos, minhas fantasias, minhas esperanças. Ando espantado com o Tempo. O tempo é a única coisa terrível que existe. O tempo que passa e leva de arrasto, aparentemente aleatório, a juventude nossa e a dos outros. Não é amargo, é apenas real. Só hoje começo a compreender certa expressão de espanto inconsolável que muitas vezes percebi nos olhos de meu pai. Meus próprios olhos estão ganhando pouco a pouco uma expressão semelhante".Minha história com Caio também tem lá seus momentinhos. Não lembro quando li seus escritos pela primeira vez, mas lembro que foi "Morangos mofados", que fiquei impressionadíssima, especialmente com o conto "Sargento Garcia", e que li o livro algumas vezes. Depois ganhei o "Triângulo das águas" com uma dedicatória inesquecível e num momento inesquecível de Tânia Neves, pra mim a Cachs. E lembro de ter ficado muito impactada com esse livro tb. Já tinha lido "Os Dragões..." e crônicas esparsas do Caio, e já estava irremediavelmente apaixonada por ele. Lembro-me que senti de forma forte a notícia de sua morte (como muitos, acompanhei suas crônicas em que ele falava sobre a doença), o que só se repetiu duas vezes com pessoas públicas pra mim (Renato Russo e Marcelo Mastroiani). E recentemente ganhei de presente,veja só, exatamente pelos meus 40 anos!, o livro "Pequenas epifanias" do Caio, com belíssima dedicatória de meu amigo Dênis de Moraes, um declarado apaixonado pelo autor.
Ter lido esses fragmentos de memória e amor acerca do Caio, neste momento, me fez muito bem. Coisa boa é ser humano de verdade, idiossincrático, sem dúvida, mas criando, gerando, fazendo história, e não destruindo, vampirizando, vuduzando a vida alheia. Obrigada, Caio, mais uma dívida com você.

Piso no pedal do sonho
LOST acabou semana passada. Sei que muita gente já falou sobre isso, mas quero pitacar um pouco também (blog é pra isso, né mermo?). Afinal, foram longos seis anos acompanhando uma série genial, na minha concepção, da qual sentirei muita, mas muita saudade mesmo.
eitar algumas pendências da vida anterior. Quase uma limpeza de karma. :) Mais ainda, para além da metáfora da vida, uma forma de nos dizer, eles, roteiristas, que aqueles personagens não morreram também para nós, que suas histórias os transformaram e nos transformaram e que não seríamos brindados de forma acachapante com uma cena final de morte trágica do grande herói, tantas vezes chato, tantos vezes cético, mas tão retrato de nós todos, sem um abrandamento deste baque através de uma cena com todos se encontrando, se reconhecendo, se abraçando.Mas quebrei a cara. A música é uma graça e Adriana dá um show nessa interpretação. Vou partilhar aq no link do Ytube, mas acho a versão ao vivo legal mas mais tumultuada do que a do disco, que baixei via emule. Mas dá pra conferir aqui. Eu virei fã, gostei muito.
Acabei de ler o novo do Nick Hornby, Juliet, nua e crua (Rocco, 2010). Gostei muito. A trama gira em torno de um casal inglês na faixa dos 40 em crise no seu relacionamento há 15 anos. Em torno dessa relação, a obcessão por um cantor de relativo sucesso nos anos 80, que estaria condenado ao ostracismo absoluto se não fosse a internet e as possibilidades de comunicação que as redes sociais digitais permitem. E aí o livro fica duplamente genial: de um lado, uma abordagem sensível e irônica das relações amorosas e cotidianas, o que aproxima o livro de outros de Hornby e de muitos outros autores; de outro, uma leitura original, irônica e muito analítica do mundo contemporâneo e de sua interseção com as Novas Tecnologias de Comunicação e Informação, o que faz do livro um pioneiro. Eis a receita para um livro perfeito, na minha opinião, é claro: de um lado um mais do mesmo (conflitos em torno do amor), de outro algo bem original e ainda pouco explorado (a abordagem sb música e novas tecnologias), ao menos em romances. Bem, gostei muito e recomendo pra valer pros que estudam e se interessam por novas tecnologias, música digital, redes sociais e pessoas de um modo geral.
De brinde, uma daquelas frases de Hornby q marcam a gente pra sempre. Nessa, ele está refletindo sobre a escolha de Annie, a personagem feminina principal, que deixa de ser professora para ser diretora de um pequeno museu. Apesar de satisfeita com a escolha (mezzo satisfeita, como podemos ver na história), pois ela não gostava de dar aula, ainda assim ela s
ente saudades de alguns momentos. E aí Hornby nos presenteia com a mais precisa definição do que seja dar aula, pelo menos para mim, que tô há 17 anos nesse rolo (tá lá na pag. 41):"Certo, havia algumas coisas de que ela sentia falta: aquele sentimento que tinha quando uma aula ia bem, quando tudo eram olhos brilhantes e uma concentração tão densa que parece quase úmida, alguma coisa que parece grudar na roupa".
Tem como não amar esse homem?
Vem sem receio: eu te recebo/
Como um dom dos deuses do deserto/
Que decretaram minha trégua , e permitiram/
Que o mel de teus olhos me invadisse.
Quero que o meu amor te faça livre,/
Que meus dedos não te prendam/
Mas contornem teu raro perfil/
Como lábios tocam um anel sagrado.
Quero que o meu amor te seja enfeite/
E conforto, porto de partida para a fundação/
Do teu reino, em que a sombra/
Seja abrigo e ilha.
Quero que o meu amor te seja leve/
Como se dançasse numa praia uma menina
(Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=304#ixzz0lvwdaPVZ
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives )
Mas ontem, rodando pelas ruas de niter procurando um bom bar pra me divertir na véspera do feriado, senti uma tristeza nostálgica das grandes. Onde foram parar os botecos queridos da velha Niterói? Pois com exceção da Cantareira (Mãe D'agua, São Dondon,
Tio Cotó e Vestibular do chopp), do Bar dos Caldos e de outros poucos representantes (dentre eles o veterano e amado "jogados fora", o velho Steak House da madruga, e o Barroquinho, sobrevivente da velha guarda dos bares - onde a gente não ia muito, nos anos 80, pq o povo dizia que era "ponto de droga", hahahahahaha -, do Bar do Beco - dica da minha irmã, que afirma que junto com outro que ela vai no Campo de S. Bento - onde era o antigo Tringuilim, o novo não lembro o nome - são os únicos que prestam), os bares de raiz, hehe, desapareceram. Agora só restaurante a quilo metido a besta, botequim fake, bares caros q se acham, ai, saco!
Farei aqui, então, nostágica e protestando, um lamento-homenagem aos bares da minha vida boêmia em niterói (tenho certeza de que vou emocionar muitos amigos das antigas). Vamos lá ao rol da saudade:
- Em Icaraí - na Mariz e Barros, logo no comecinho, tinha o Aventuras na Roça, um sobrado gracinha, com milho cozido e vinho de maçã. Vc andava um pouco mais e dava no Cachaceria 7 virtudes, onde Tchelo tocava com Peter e a gente tomava cachaça Coquinho. Tchelo anos mais tarde passou a tocar no Dom Roale, tb ótimo, pertinho do Cinema Icaraí (que ainda funcionava), na Alvares. Na Belisário Augusto, o inesquecível W.O. (ai, como sonhei com ele ontem!), com aqueles tira-gostos inesquecíveis, em especial a carne seca com aipim. Na Pres. Backer, o Alfacinha (tb evitado porque era "ponto de drogas", hahahahahahaha), o 244 (em que eu e minha amiga Monica comíamos sardinha frita e derrubávamos muuuitas garrafas de cerveja nas terças de tarde) e o Farinata, em que o piano e o violão estavam sempre disponíveis pra quem tava a fim de fazer um som ou declamar uma poesia. Na Lemos Cunha com Mariz, Miguel e seu inesquecível Batipatu, com aquela gente louca e a batida de côco incomparável. Na Domingos de Sá, o Misasas e seus quitutes árabes, reunindo o povo do Salesianos, que também ia muito no Maralice, na esquina da 5 de julho com Ministro Octavio Kelly (hoje point insuportável de torcedores de futebol chatésimos). Ainda na Domingos de Sá, o Singular, mais intimista, bom pra levar o amor e ficar de chamego num papinho a dois (outro dia fui num mexicano aq em Pirá e a garçonete era a mesma do Singular, e vinte anos depois ficamos felizes mesmo com esse reencontro!). Em Santa Rosa, a gente praticamente morava na Casa Velha, bar da minha amiga Moniquinha, no final da Mario Vianna, e depois no Bar da Edna, outra amiga, esse um boteco de responsa no Beltrão. Na avenida 7, pertinho do valão, a maravilhosa e inesquecível picanha do Maurício, que depois migrou tb pra perto do valão (nem por isso a gente deixava de ir, hehe) na 5 de julho e na Lara Vilela, na esquina do jambeiro. Na Praia de Icaraí - sim, existiam bons bares na orla -, destaque para o Beer Standard, que ocupava um varandão enorme e muito gostoso na esquina da Pereira (hj o lugar é ocupado por um dos prédios mais metidos a besta de niterói), para o Giuseppe, do lado do Central, onde comíamos rã à milanesa (lembra, Gil?) e o Garota de Icaraí, perto da Oswaldo Cruz (íamos muito lá, eu e o povo do Globo Niterói, depois de fecharmos o jornal). Pra brincar de gincana cultural, o Via ápia, na esquina da Av. 7 com Roberto silveira. Na Noronha Torresão, havia o Bar da Déia, praticamente o único reduto gay feminino da cidade. E, pra encerrar, o memorável JP, bar do Duda e do Jorginho na João Pessoa, em que no fim das noites o Índio de Niterói - como esquecer? - adentrava ao som de todas as vozes presentes que o saudavam com um "Todo dia é dia de índio", enquanto ele sacava do arco e flecha e atirava! hahahahahaaha. Impagável!
- No Ingá e no centro - vou começar falando da Picanha do Maurício, que depois virou o Casa da sogra, na Lara Vilela ao lado do Solar do Jambeiro (a casa, não o restaurante, que já foi muito legal tb mas depois deu uma caída e ficou metido a besta). Logo em frente, num casarão lindo, o Parati, que primeiramente se chamou 4 gatos. Festivais de poesia, cervejadas, muitas noites namoradeiras, ai, ai... e uma justa homenagem final aos trailers do mirante onde hj está o MAC, lugar maravilhoso pra encerrar a noite e fazer um rala e rola no carro. Tudo bem q o MAC é lindo etc., mas preferia o mirante, eu juro! Os bares da velha e boa cantareira também marcaram época, em especial o Tio cotó, que amém permanece vivo. Mas o Castelinho e o He-man (esse na Praça do Rink), bares mais gays, faleceram, uma pena! Também acabou o pé-sujo ótimo que tinha na Estaçao das Barcas, fui muito lá quando trabalhei na coluna social da Estela Prestes, junto com meu amigo doido Púga (esqueci o nome, era meio americanizado - o nome, o bar era brasileiríssimo - alguém lembra?). Pra vc ver a tristeza, sinto saudade até dos botecos esfarrapados do Beco da Sardinha! E do bar do Maurício - outro, não o da picanha -, que ficava perto da Universo da Marechal Deodoro, e de um bar temático cafona de guerra que ficava em frente ao bloco A da Universo, sei lá, Kamikase, algo assim (novamente, alguém me ajuda?). Entre os blocos A e B da Universo, um senhor pé sujo, o Bar do seu Niltinho, com a cerveja sempre estupidamente gelada e o carinho do proprietário, que me dava leitinho frio (sem cobrar) quando eu tinha crise de gastrite no intervalo das muitas aulas q dava na Universo. No Centro, ainda resta pra nossa alegria e esperança o Caneco Gelado do Mário e o Monteiro, bravos resistentes! E o Cheiro de Mar tb permanece vivo e lotado nas noites de S. Domingos, com aquela vista espetacular da Ilha da Boa Viagem e da Baía de Guanabara (saudades dos sandubas com minha amiga Paulinha nas noites de volta da Castelo!).
- Em São Francisco, Charitas e Jurujuba - quase uma segunda casa na minha vida, o falecido Bigodão era meu point quase diário. Saudades imensas dos garçons, do chopp de lá q nunca mais tomei com tanto gosto e da pizza de alho com champignon. Mas a gente ia também no Céu Azul, em frente ao Bar do Lido (íamos menos nesse, pq o povo dizia que era "antro de prostituição", hahahahaha). Em Charitas, o Le Moustache (que era do mesmo dono do bigodão, mas sem o charme daquele, a gente só ia quando o primeiro estava lotado), um bar francês surreal com tochas na porta que a gente adorava (também esqueci o nome, alguém me ajuda?), o Cantinho na pedra (que ainda existe, felizmente), um bar de caldos maravilhosos em Jurujuba em que passei alguns aniversários (tb esqueci o nome, ficava numa curva perto do Pier 31, onde hoje o povo brinca de cantar no karaokê), o Farol de Jurujuba, com a melhor casquinha de siri do planeta, e o Tia Celina, q ainda existe mas perdeu parte de seu charme de comida caseira de vila de pescadores.
- Na Região Oceânica - numa região ainda praticamente despovoada, os bares eram surpreendentemente lotados. Tinha um na praia de Piratininga totalmente deserta, era um bar óooootimo, num lembro o nome, mas os drinks eram geniais, ele era bem rústico, bem no meio da praia... Tinha tb o inesquecível Poetas anônimos, com as batidas mais deliciosas do mundo (lembro que ganhei um concurso de crônicas promovido por eles com uma crônica sobre bares, que chamei de "Estereótipos anônimos", se eu achar aq vou publicar). E os dias praianos só faziam sentido se fossem encerrados com uma caipirinha no Recanto das garças, um camarão com catupiry no Canoas (ainda existe, amém), um peixe ensopado no Tibau (ainda existe, mas caidinho, caidinho) ou um bolinho de bacalhau com cerveja - infelizmente, a única q eles tinham era Kaiser, o que sempre nos deixava passando mal, mas a gente era persistente! - no Barril 3000. Graças aos céus, Seu Antonio segue vivo e forte, e depois ganhamos o Veranda, com uma batida de cupuaçu de beber de joelhos, de tão gostosa (PS. de abril/2010: infelizmente, estive lá recentemente e a batida num era mais a mesma. Q pena!). Mas os demais faleceram todos.
Bem, acho q ainda faltam alguns, mas ficarei esperando a contribuição de outras vozes. Por agora seguirei no meu boteco virtual, sonhando com os bares em que amei e onde vivi muitas histórias que agora me emocionam e me fazem lembrar de dias felizes, amores, amigos, bebidas e cigarros, violão, olhares 43 e muita, mas muita sede de viver. Que nunca me falte nada disso, nem virtual nem pessoalmente!
PS.1: Pedro Curi, pessoa boa, me lembrou que o nome do bar no campo de S. Bento é Novo Ponto (falando nisso, recentemente estive lá e comi um filezinho aperitivo q estava delicinha).
PS.2: esqueci de incluir alguns bares inesquecíveis na listagem aí de cima (um deles lembrado por minha irmã): o Duerê, em Pendotiba, onde vi Zélia Duncan, então Zelia Cristina, dar uma canja fabulosa num show em que Vinicius Cantuaria deu uma escrotizada (o show era dele, ele ficou com raivinha por um rolo envolvendo carro/vaga, deu meia hora de show e foi embora, alguém crê?). Zelia tava na platéia, era amiga dos donos da casa (Marilda, Cristina etc.) e deu uma canja de 1 hora! Maravilhosa. Depois até fiz matéria com ela pro Globo Niter. No Duerê tb fui juri de festival fabuloso de esquetes ( "Cai a noite em Acapulco", hahahaaha, nunca esquecerei o quanto ri), fiz apresentação de poesia com Si Ferraz, enfim, era um bar realmente inesquecível; tb o Nó na madeira, em Pirá, onde assisti bons shows e rodas de samba; e o Candongueiro, em Rio do Ouro, que ainda existe mas sem o charme dos bons dias, penso eu. Muito samba de primeira e bons amigos, sinto saudades do Candonga; o Latino, que ainda existe ali ao lado do Plaza, que frequentávamos muito quando o ICHF ainda era no Valonguinho; em Sanfran, esqueci de falar do Velho Armazem, ainda forte por lá, que já foi Bar Luiz (ainda considero o melhor chopp escuro de Niter); e o Devassa, que ficou pouco tempo funcionando, mas que rendeu bons chopps escuros, drinks perversos que me deram ressacas monstruosas e um caldinho de feijão q eu amava; e atualmente, mil palmas para os petiscos e o chopp delicioso do Outback, que tem salvo nossa vida em muitos momentos.
PS.3: e no momento atual, preciso por justiça incluir o Coahuila, bar mexicano no trevo de Pirá. Drinks deliciosos, em especial o Frozen, a Mexilada e o inesquecível Alexander. E os comes tb são de prima. Tá cotado!
Depois de um longo silêncio neste blog - era preciso um tempo de silêncio para que eu pudesse me ouvir um pouco -, eis-me novamente resmungando por aqui.2) ando numa fase de sorvete. Fiquei doida com o de iogurte com frutas em NY. Babei pelo de coalhada com rapadura em Fortaleza (hummmm, fico doida só de lembrar). E tá valendo tdo: italiano, kibon, mcdonald's, bob's, quasar... e o verão nem chegou ainda! quem me segura???
3) breves coments sobre Fortaleza: adorei! gostei do clima, da paisagem, do lugar. Quero voltar e conhecer mais o literal do Ceará. Mas ainda não apareceu nada que superasse, em termos de beleza, os lençóis maranhenses. Aquilo é o paraíso!
4) ando em fase de ler romance policial. Recuperando mania de adolescente. Li tudo de Agatha Christie quando tinha meus 15 anos. Há uns cinco anos tentei ler e fiquei em estado de choque com o tom etnocêntrico, racista e preconceituoso da velha dama inglesa, principalmente nas histórias ambientadas na Índia. Desisti e deixei na memória afetiva, era mais negócio. Mas meu gosto pelo gênero foi recuperado pelos livros de Andréa Camilleri, apresentados a mim por meu querido amigo Maurinho, com o fabuloso comissário Salvo Montalbano como personagem central. Sua visão de mundo, seu pavor de promoção e visibilidade, sua alegria em viver próximo ao mar, sua dificuldade em abrir mão de viver só em sua casa embora não tenha a menor dúvida de seu amor por sua eterna namorada Lívia, sua impaciência com os lentos e seu senso de justiça, sua alegria frente a um bom prato de comida, de preferência com frutos do mar, beringelas e azeites e, principalmente, seu mau-humor com o mau tempo, em especial dias fechados e chuvosos... tudo isso faz de Montalbano o maior alter-ego com que já me identifiquei. E a medida em q os livros iam passando, ele ia envelhecendo e sentindo o baque, trajetória com a qual tb me identifiquei demais. Devorei todos os livros com Montalbano (já falei dele antes aqui, eu sei, mas gosto demais, fiquei com vontade de falar de novo). E isso reativou meu desejo de ler romances policiais. Li e gostei mais ou menos de Garcia-Rosa e seu detetive Espinosa. Li e gostei muito de Connelly e seu detetive Bosch. Agora quero conhecer outros. Vou mergulhar na coleção negra da Record, lá na minha private libray na casa de Maurinho.
sada e com insônia, assisti na madruga na Globo na Sessão Brasil (ou algo assim) o filme "Anjos do sol", de Rudi Lagemann. Olha, eu gostei muito, mas tô impressionada até agora... A história da exploração sexual das meninas é muito forte, elas trabalham bem, o Calloni está perfeito, filme soco na boca do estomâgo. Também recomendo, mas preparem-se, num é hollywood não.Para saber mais, clique aqui.

Ganhei de presente, no mês passado, de meu querido ex-aluno e amigo Lucas, o livro Frenesi Polissilábico, de Nick Hornby, um de meus
autores preferidos (amo especialmente Como ser legal, recomendo muito, além dos conhecidos A
lta Fidelidade, Febre de Bola etc.). Terminei de ler ontem (foi minha cia de viagem em NY - e cia perfeita, pq eram críticas curtas, dando aquele tempo certinho pra quando a gente que é viciado em ler precisar fazer a leitura meio soluçando, ou seja, nos intervalos entre uma coisa e outra, sem continuidade), gostei muito, recomendo mesmo, especialmente para os que são: a) fãs do Hornby; b) fãs de literatura; c) ávidos por crítica cultural inteligente, sem ser pedante e escrotinha, que ensina, delicia, faz pensar, relativiza, humaniza os livros todos. Um show!
ue li na vida. Só que já dei a volta por cima. Estou agora animado pelo seguinte: já que esqueci tudo que li, então posso ler novamente alguns dos meus livros preferidos como se fosse
da primeira vez" (grifos dele, p.49)
Resmunguei há pouco no twitter que num concordava muito com a consagrada idéia de que amigo é o irmão que a vida nos permite escolher etc. Não escolhi meus amigos, eu sempre me apaixono por eles e vice-versa. Como disse Pedro Lapera, meu amigo, tb no twt, "é muito mais um encantamento do que uma escolha racional". Acho que é isso, alguma coisa meio mágica faz com que a gente, no meio da multidão toda que é o mundo, goste mais de alguém, confie nele, queira estar perto, sinta vontade de rir, sinta ciúmes tb (num me venham com essa história de que amigos não sentem ciúmes, nemvemquenãotem!), sofra junto, tenha vontade de matar às vezes...
Minha mãe e meus irmãos sempre debocharam de minha euforia com Friends. Me achavam nerd e meio idiota pq eu ria muito com aqueles seis (meus irmãos me acham muuuito otaku, hehe). Mal sabiam eles que em casa eu era comedida pra caramba, eles precisavam ver como que eu assistia Friends quando estava no laboratório de jornalismo que coordenava lá na Castelo... eu e meus amados estagiários ríamos de gargalhar, muito, e era de praxe parar a aula às 20:00 pra assistirmos o episódio inédito da terça-feira. Ai, ai, aquilo era uma tradição maravilhosa.Friends foi a primeira e mais amada série que acompanhei. Até hoje choro de rir qdo vejo episódios esparsos. E qdo deprimi feio em fevereiro último com as então sombrias perspectivas sobre minha saúde, foi a eles, meus amiguinhos, que recorri para gargalhar e esquecer, vendo compulsivamente um episódio atrás do outro.
Depois tive outras paixões: Lost, Dexter e The L Word. Claro que vi tb partes de uma penca de outras séries, desde Felicity (a piranha com o gravador, hahahaha) até Will and Gracie, passando por The 70's show até Weeds, por aí vai... Mas gostar mesmo, gostei dessas quatro que listei acima, com Friends em primeiríssima.

Ontem, num fôlego só, vi/revi toda a terceira temporada de The L Word. E chorei pacas com a morte de Dana, minha personagem preferida. Essa coisa de série é estranha mesmo. A gente se apega de uma forma que o troço fica na cabeça, a gente se envolve, é meio tipo novela mas num é, sei lá, parece amigo da gente. Bem, difícil de explicar. Acho que só os otakus me entendem. ;)


