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Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:

 E, finalmente, o terceiro balanço, eita mulher pendular, senhor!

3) nesta semana de abril, nesses idos de 2024, completarei 57 anos! Vixe, mas q tempo veloz, qual a necessidade disso, gente?

Desses 57, 30 em sala de aula, 30 morando na mesma casa, e os 57 em Niterói. Sou mt a narradora sedentária do Benjamin, num sou uma viajante apaixonada como tantas pessoas amadas que conheço. E tenho esse arraigamentos de áries, ne, signo que posa de aceleradinho mas é tradicionaaaaal que só. Só compra quem não conhece...

pois bem, tô a fim de balancinho sobre a vida. Sinto falta de algumas coisas, doutras agradeço pelo livramento. Sinto falta de jogar frescobol, aquela explosão muscular que eu tinha, às vezes até sonho com isso. Pra compensar, só agora, depois dos cinquenta e tal, finalmente consegui desbloquear meu cérebro pra aprender línguas estrangeiras, vejam vocês, ja tinha me encantado com o espanhol, finalmente to conseguindo dominar o inglês e ora lo vedi sono una italiana di cuore!

Minha família querida segue sendo meu apoio e é uma alegria infinita partilhar meu dia-a-dia com mãe, tia, pai, irmãos, cunhados e sobrinhos. São o melhor da vida e eu agradeço mt por ter sido abençoada com essa gente que os deuses me reservaram.

Fiz mts, mts, mts amigos pela vida. Em tudo que é lugar q passei. Sou festeira e agregadora. Como ariana, vou passando e não é fácil acompanhar meu ritmo. Lamento mt pelos amigos que não pude acompanhar mais tão de pertinho e peço desculpas pelos que sofreram com isso. Mas nunca esqueci de ninguém que em algum momento marcou meu coração. Isso vale pros meus amados alunos tb. 

Vivi mts e maravilhosos amores. Cada um deixou partes significativas em mim e me fizeram ser o que sou. Assim como minha família, amigos e alunos. Alguns acabam partindo, coisas da vida. Mas ficam, porque quando vivemos histórias de amor elas são impressivas, e pra mim, ao menos, isso foi bom. E acho que todas as relações me prepararam para o grande amor que estou vivendo hoje, talvez quem eu tenha esperado por tantos caminhos e encontros. Obrigada, seres encantados todos!

Tenho mais sonolência, tive que tomar remédio controlado pós desgoverno vcs sabem de quem e pandemia, me sinto mais cansada pós menopausa. Estou tentando me cuidar mais pra entrar nos sessenta, até pedi arrego e chamei uma amiga querida pra ser minha personal. Ainda toco violão. Reciclo lixo, nunca imaginei! Adoro sair pra comer e jogar conversa fora. Sigo implicante. Sou mais paciente do que eu era. Sinto mt falta de algumas pessoas. Estou aprendendo a desenhar e colorir. Passei a escutar mais os passarinhos. Leio menos porque me cansa. Fujo de filmes mt densos porque mundo já tá dificil, ne? passei a cuidar de plantas. Não tenho mais cachorrinho porque os últimos meses com Bebel foram muito intensos, ainda não consigo pensar nisso. Preciso me reencantar com a cozinha, a rotina da pandemia me deu um pouco de gastura. Sinto falta de nossa casa em Conceição e de um tempo de infância que era mágico. Não como mais carne, não bebo, não fumo minha charmosa cigarrilha. Amo fofocar. Quero me reapaixonar pela sala de aula. Ando me sentindo mt completa e plena ao lado de quem amo. Sinto falta de ficar à toa em uma praça, amo praça, tenho pensado mt nisso. Ainda jogamos buraco em família nos eventos e morremos de rir. Meu olho ainda brilha com mochilas, itens de papelaria e tralhas de 1,99. Ir ao Saara ainda é um dos meus programas preferidos. Ainda acho o mundo fascinante embora pesaaaado. Ainda acredito que só é possível uma pedagogia que seja crítica, afetiva e esperançosa. Quero viver muito, mas com saúde. Quero rir, sonhar, aprender, contemplar. Quero menos, e ao mesmo tempo quero mais. E ainda uso as hashtags #deixaaspessoa #sóaceitodeadornopracima #cadaumcomsuaalienação. Continuo falando em signos. Não suporto mais futebol, mas vou ver as olimpíadas. Tem dias que acordo bem desanimada e triste. Mas me encanto com coisas prosaicas e pequenas e a vida gira bonita. Ainda acho que família, amigos, amores e alunos são o que importa. Laranja segue minha cor preferida. Acho dormir à noite perda de tempo. Agradeço à terapia por tudo. Sigo caminhando na busca da utopia de um mundo mais justo e igualitário. Sei que estou do lado certo dos paranauê. Rompi com muita gente por causa de política e não me arrependo nadinha. Caminhar é ainda minha atividade física preferida. Quero aprender a dançar passinho. Pessoas são chatas e fascinantes. Faço resenhas esquisitas de tudo que assisto no facebook. Negócio de vida, que espetáculo, ne?

E djavaneando, "se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria, isso pra mim é viver". Obrigada pela cia, sua gente linda! 

Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:

Primeira semana de abril de 2024 e cá estou pra fazer três balanços. Vamos ao primeiro:

1) completo, neste ano de 2024, 30 anos de magistério! Que coisa! Comecei em 1994, novinha que só. Fiz de tudo pra não ser professora. Mas era negócio de destino mesmo... entrei em sala e pronto! Baixou o gaspareto e já sai falando de sociologia, marx, durkheim, como se fosse algo cotidiano. 

Conto sempre que dou aula, 30 anos depois, com mais conhecimento, é claro, por que, peloamor ne, tem q ter tb compensação em ficar mais velho, mas mesmo mais acumuladora de sapiências, o modo de dar aula permanece o mesmo daquele primeiro dia de 30 anos atrás. 

Não sou adepta do papinho de blablabla "vocação, missão, sacrifício". É uma profissão como outra qualquer, merece respeito, salário e condições de trabalho justos. Mas, no meu caso, dei sorte, porque é uma paixão. Amo sala de aula. Amo desde aquele primeiro dia. Pra mim é festa, parquinho pra aprender junto, lugar de troca coletiva, é um lugar mágico que sempre me comove.

Andei meio desiludida no pós pandemia, mas em homenagem aos 30 anos, bodas de pérola, fina ela! , estou fazendo movimentos de reencantamento. Quis o destino (pq nao era pra ser, então entendo como parte da magia) que o memorial que estou preparando para a banca de titular na UFF esteja sendo escrito exatamente nesse momento. É bonito fazer esse balanço dos 30 anos, dos lugares por que passei, colegas maravilhosos que conheci, centenas de ex alunos, muitos transformados em amigos, autoras e autores que transformaram minha visão de mundo inúmeras vezes, metodologias construídas no processo dialético da sala de aula, tantas histórias e momentos inesquecíveis. 

Tenho vontade de me aposentar, quase 40 anos trabalhando, 30 só de docência, corpo tá cansado, cabeça quer voar pra outras paragens, mas enquanto eu estiver em sala de aula, orientando, estudando p partilhar conhecimento, aprendendo junto, pesquisando, praticando uma pedagogia de afeto, autonomia e esperança, como aprendemos com Paulo Freire, vendo os olhos da alunada brilhando, aquela alegria que percebo nas minhas aulas, ah, enquanto isso rolar, vou festejar mt. 


Porque sorte grande na vida é a gente amar o que faz e eu dei sorte dobrada pq isso aconteceu comigo na lida em sala de aula, me dando o prazer, a honra e a alegria de ser, há 30 anos, essa tal de professora NaEnne. Agradeço a todos os mestres que me inspiraram, em especial minha mãe, aos quais já agradeci nominalmente em inúmeras oportunidades; a todas as alunas, alunes e alunos que confiaram em mim e me entregaram também o seu melhor em todos esses anos, na Universo, Estácio, Silva e Souza, Castelo Branco e UFF, sem falar nas instituições em que dei cursos, aulas, oficinas, conferências e palestras, nessas três décadas peroladas; aos colegas de docência, os de verdade, porque como em toda profissão tem uns embustes que só jesus, coitados dos alunos.

Como canta Milton, genial:

"Quem irá me valer?
São pessoas, é a caminhada.
Quem irá me valer?
São meus sonhos no pó da estrada.
Quem irá me valer?
É o sorriso que guardo comigo.
Quem irá me valer?
É segredo de fazer amigo". 

É isso:

"Eu quero mesmo é ser feliz;
Amar, amor.
Quem não semear não vai colher.
Ai de quem é um e nunca será dois
Por não saber"

Tenho sido muitas, muites e muitos, e isso é uma benção danada... :)

Nesse outro post, conto um pouco dessa história no balanço dos 20 anos!

Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:

Esse foi o prato principal do Cozinhando com Ricoeur, décimo quarto episódio da série Cozinhando com... e o único que farei em 2021. Escolhi a berinjela pois este vegetal é um dos meus alimentos preferidos e só não como mais pq aprendi que ele, em excesso, prejudica o fígado, segundo a nutrição oriental. Mas, moderadamente, é uma boa sempre!


Ingredientes:
- 3 berinjelas pequenas ou médias
- 300g de carne moída bovina 
- molho de tomate
- temperos (cebola, alho, pimenta etc.)
- queijo parmesão ralado
- azeite
- sal

Modo de preparo:

Para fazer essa delicinha, o passo a passo é o seguinte: pegue as berinjelas e lave bem; depois raspe com uma colher o interior de cada berinjela, fazendo com que ela se converta em uma canoa, como na figura abaixo. Coloque um pouco de azeite e sal no interior da berinjela raspada.


As partes retiradas do miolo das berinjelas devem ser desfiadas e misturadas a um molho a bolonhesa, com carne moída, molho de tomate e temperos, já previamente preparada (veja a receita aqui, já usamos a bolonhesa em outro Cozinhando com...).


Depois é pegar essa mistura bonita e gostosa e colocar nas canoas de berinjela, recheando bem. Espalha pra pegar a berinjela de modo geral, pra dar gostinho de molho em tudo.


Aí chegou a vez de pegar um queijinho parmesão ralado e salpicar em cima das berinjelas recheadas. Coloca o quanto der, povo, pra ficar gostoso!


Muito bem! Aí é só levar ao forno, uns 10 a 15 minutos, fica de olho, quando o queijo estiver bem derretido, já pode tirar. Hummmm! Aí fica que nem na foto lá de cima, que abre esse post.

a) Pra acompanhar, um purê de inhame bem simples, que é gostoso e bom pra aumentar a imunidade.

Ingredientes:
2 inhames
cebola
alho
1/2 xícara de leite
coentro
sal


Como fazer: descascar o inhame, cortar em pedaços e colocar na água para cozinhar com um pouco de sal. Quando estiver cozido (espete com garfo pra ver se tá macio), desligar, tirar um pouco a água se for o caso. Em outra panela, preparar um refogado com alho, um pouco de cebola, sal e óleo (tenho usado o de coco sem sabor). Misturar o inhame e amassar com um socador ou pilão. Colocar o leite e misturar. Colocar as folhinhas picadas de coentro (a gosto).

b) Um segundo acompanhamento, a deliciosa Salada Pizza da Luana (que aprendi com a querida Luana Motta)

Ingredientes:
alface
rúcula
presunto
queijo 
milho
cenoura
beterraba
azeitona
repolho
cheiro verde

Modo de fazer: corta tudo bem pequeno e fininho e espalha em uma forma redonda como se fosse fazer uma pizza vegana, coloca tempero a gosto (azeite, vinagre, sal, pimenta etc.) e seja feliz! Eu coloquei a alface a rúcula por baixo, e os demais ingredientes por cima. Fica linda e saborosa!


É isso aí. Ainda fizemos um arroz (veja a receita aqui) e cozinhei na água e sal um pouco de lentilha pra acompanhar o arroz. Ficou simples, delicioso e saudável! Bom apetite, minha gente!
Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Recentemente criei uma série de videos pra comentar autores e autoras que trabalho academicamente enquanto cozinho (ideia de um aluno amado e atentado, Victor Hugo). O primeiro Cozinhando com... foi com Bourdieu e, enquanto apresentava algumas das ideias e conceitos do autor, fiz um frango cozido com alecrim.
Vou deixar a receita aqui abaixo, pra quem se interessar.

Ingredientes:
- 1 peito de frango cortado em tiras largas
- 1/2 cebola
- alho picado
- sal
- alecrim
- 4 folhas de louro
- óleo


Modo de fazer:
- Numa panela média, coloque o alho e a cebola pra refogar no óleo, com um pouco de sal. Não gosto de dourar a cebola pq gosto dela branquinha e temperada pra comer junto com o prato. E coloco pouco óleo pra não ficar gordurento.
- Coloque o frango e deixe refogando junto, misturando com os temperos pra ele ir dourando e pegando gosto.
- Quando o frango já tiver com alguma corzinha dessa refogado, cobrir com água um dedo acima do frango. Colocar as 4 folhas de louro já lavadas, pra dar um sabor e ajudar no cozimento, e um pouco de alecrim (não coloque muito porque alecrim tem gosto acentuado).
- deixar cozinhar até a água secar. Ao final, com o garfo, dar mais uma dourada no frango passando o mesmo no fundo da panela, virando o lado e evitando deixar queimar.

Vou colocar aqui o link pra parte 1 do vídeo Cozinhando com Bourdieu, pra quem se interessar. Nos vídeos têm as imagens do frango nesse processo de cozimento e pronto ao final. É simples, rápido e gostoso.


Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Comecei a partilhar, no FB, todas as dicas de filmes, lives, livros etc. que fui consumindo nessa quarentena, com a hashtag #dikasdeNaEnne, que meus alunos e alunas costumam usar qd partilho infos com eles e elas.


Como mt gente tem me pedido essas dicas no varejo e eu tenho que voltar lá na TL pra procurar, resolvi organizar aq e ir atualizando as dicas que postar por lá. No face a info tá mais completa, aqui só vou listar mesmo, aí quem quiser joga no google pra saber qual é a da dica e onde tá disponível. Boa fruição, povo!

Filmes e séries:

1 - A odisseia dos tontos
2 - Você tenha um bom vôo
3 - Normandia nua
4 - E você não estava aqui
5 - Cadê você, Bernadete?
6 - Despedida em grande estilo
7 - Nunca deixe de lembrar
8 - O mistério de Henri Pick
9 - Roda gigante
10 - 18 presentes
11 - O oficial e o espião
12 - Luta de classes
13 - Mentiras perigosas
14 - Tese sobre um homicídio
15 - Marguerite
16 - Mucize
17 - Bohemian Rhapsody
18 - Benzinho
19 - A última loucura de Claire Darling
20 - Jojo Rabitt
21 - Milagre na cela 7
22 - O centenário que fugiu pela janela e desapareceu
23 - Freud
24 - La casa de las flores
25 - Alelí
26 - A vida e a história de Madam C.J. Walker
27 - Um senhor estagiário
28 - The English game
29 - Ele tem mesmo os seus olhos
30 - Que mal eu fiz a Deus?
31 - Notas de rebeldia
32 - Um amor, mil casamentos
33 - Assassinos de Valhalla
34 - Manifest
35 - Whisky
36 - Grace and Frankie
37 - O filme da minha vida
38 - Sete dias sem fim
39 - Beleza oculta
40 - Manchester à beira-mar

Livros:

1 - A paciente silenciosa
2 - Saturno nos trópicos

Lives:

1 - Teresa Cristina
2 - Live Amigos Sertanejos
3 - Daniela Mercury, Preta Gil, Luiza Possi e Zizi Possi
4 - Lô Borges
5 - Vanessa da Matta
6 - Fabio Jr.
7 - Roberta Sá
8 - Chico César
9 - Turma do pagode
10 - Zélia Duncan
11 - Joana
12 - Zeca Baleiro
13 - Lulu Santos
14 - Guilherme Arantes
15 - Alceu Valença
16 - Oswaldo Montenegro
17 - Raça negra

Gerais

1 - Livraria Eduff - livros gratuitos na Biblioteca Livre
2 - Mochileiros.com - filmes latinos gratuitos
3 - Festival de Cinema Varilux Fica em Casa 2020
4 - Playlist Spotfy Sofrência Disserta do Leo
5 - Playlist Spotfy Funk Tese do Denni

Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Amo formaturas! Mis alunes me homenageiam frenquentemente e eu adoro estar lá com eles, acho uma festa deliciosa, um ritual bonito de passagem, que une formandes, familiares, amigues, amores e nós os profes. Sempre me emociono com os discursos. Este foi da formatura de Procult turma de 2017/2, que ocorreu no primeiro semestre de 2018. Foi escrito e lido pela queridona Mariana Darsie. Me tocou muito e agora partilho aqui, porque amor nunca é demais! Obrigada, lindezas de pessoas!

"Boa noite. É uma honra poder expressar um pouco do nosso carinho pela Ana Enne, uma pessoa tão maravilhosa.
Embora coordene o programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades, originalmente a professora Ana é do Departamento de Estudos Culturais e Mídia. Então, suas disciplinas são optativas para alunos da graduação em Produção Cultural. Esta antropóloga costuma chegar em nossas vidas quando já estamos na correria, estagiando e começando o TCC. Ainda assim, suas salas de aula estavam sempre cheias, simplesmente porque a sua energia nos dava fôlego para encarar a semana.

Querida Ana,

Que presente foi te encontrar.
Contigo reconhecemos que somos dialéticos. Por um lado, conhecemos a feminista empoderada, inteligente, forte, corajosa. A ariana rainha da problematização. A presença ilustre nas bancas. A pesquisadora crítica e engajada que luta por uma sociedade sem desigualdades. Por outro, a mulher afetuosa, gentil, engraçada. Nossa referência de mediação. A amiga atenciosa que toca Parabéns na gaitinha, que recebe orientandos em casa. A comunicóloga que adora novelas, Roupa Nova e gongar o The Voice. A professora divertida que sonhava em ganhar um flash mob.
Contigo aprendemos a garantir a complexidade da realidade. No entanto, o seu jeitinho de educar nos ajudou a compreender até os conceitos mais difíceis. Você sabe articular teoria e cotidiano como ninguém. Por exemplo, em 2013, anotei no caderno a seguinte frase sua: “Bilhetinho na aula é coisa rica, fruto do letramento!”.
Contigo lemos teóricos da Sociologia, da Filosofia e dos Estudos Culturais, mas também conversamos com a periferia, a favela, o massivo e o popular.
Contigo refletimos sobre a mídia como véu da ideologia e como ferramenta de democratização do discurso. Principalmente, vemos a cultura como arena de disputas, analisamos as fusões e contradições.
Estamos vivendo momentos desafiadores para a democracia. Às vezes, quando ouço uma notícia devastadora e sinto minha esperança diminuir, revisito um texto antigo seu que nos incentiva “a narrar a vida falando de amor, de qualquer coisa do campo da doçura e do prazer”.

Poder ver a sua missão de transformar o mundo se realizando a cada dia é lindo demais. Muito obrigada por se doar tanto para nos ajudar a caminhar ao seu lado nessa jornada. Você ocupa um território especial no nosso curso e dentro de cada um de nós".


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Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
A história começa assim:

Era uma vez uma professora maluca, que pra explicar a ideia de tradição inventada, via Hobsbawm, há uns anos inventou um negócio maluco pras turmas entenderem. Ela, então, criou o reino de Odisseia de Oriente, quiçá Império. Tinha mito de origem, história, moeda (um mendonça, que equivalia a dez saussures, que era uma homenagem ao querido Kleber Mendonça), hino, cor, cargos eméritos e eméritos... teve até coroação da Imperatriz NaEnne Primeira e Única e do Imperador Marildex, o Culturalista. Isso nos idos de 2011, 2012. Pra disciplina de memória e outras coisitas mais.

Aí que agora no curso de Comunicação e Cultura Popular, nesse 2017/1, tivemos uma aula sobre tradições inventadas, com a presença da querida Lia Bastos falando sobre sua dissertação show pelo PPCULT sobre a invenção e as disputas em torno do mito de Araribóia em Niterói. E resolvi mostrar pro povo da turma esse Reino, quiçá Império.

Depois veio o trabalho final. Era pra gerar ou analisar um produto que falasse sobre hibridismos, apropriações etc. E aí tem esse negócio de aluno, né, ô coisa mais linda, e esse doze maravilhosos (Ana Luiza Gomes, Beatriz Augusto, Beatriz Costa, Danilo Botelho, Duda Rodrigues, Gabriel Faria, Jackson Jacques, Luisa de Castro, Luísa Xavier, Mariana Silva, Paula Ubaldino e Rachel Sousa) fizeram como trabalho final e presente pra vida um jogo, estilo Banco Imobiliário, a partir de Odisseia do Oriente.

No Blog do GRECOS, depois vamos postar a ficha técnica e tudo certinho. Aqui só quero falar de belezura e afeto. O jogo é perfeito, o tabuleiro é lindo, as peças, as notas com o rostinho de Kleber Mendonça, o homenageado na moeda, pintados a mão, uma por uma, cada casa pensada, cada ficha criada, o hino pra ser cantado antes do jogo começar, o encarte com as regras, essa capa maravilhosa, enfim, não tenho palavras pra agradecer pelo trabalho, capricho, carinho...

De presente, vou convidar os 12 pra um cachorro-quente e uma rodada do jogo, porque eles merecem. E eu comovida e agradecida, partilho aqui.

Na verdade, acho que a história começa assim:

Era uma vez uma história de amor entre uma professora e suas alunas e seus alunos... o final é sempre feliz!











Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Inverno, frio, dá uma fome, ne? hahahahaha.



Hoje pro almoço fiz um peixe assado que é queridinho do povo aqui de casa. Outro que não é caro e dá pra geral, 4 pessoas comem mt bem. Então, vamos lá, nessa cruzada pela boa alimentação a baixo preço pros meus alunes tudo (podem me convidar pra provar depois!):

1)  Ingredientes:
400 g de filé de tilápia (umas quatro postas), vende no mercado, no hortifruti, tb chamam de saint peter, é peixe de água doce, sem espinha, branquinho e macio.
- 4 batatas médias/grandes
- 1 e 1/2 cebola (se vc ama que nem eu, taca logo duas)
- 2 tomates (tire as sementes, não pode ficar comendo isso pq dá problema no ácido úrico e quando se tem divertículo, vai por mim)
- 1/2 pimentão amarelo ou vermelho (se vc não tem problema com pimentão, pode ser o verde mesmo)
- 6 a 8 dentes de alho

2) Modo de preparar
- corte a batata em rodelas nem muito finas nem muito grossas e espalhe em uma travessa para assar (pode ser tabuleiro), formando uma base para colocar o peixe em cima. Se quiser coloque um pouco de manteiga pra não agarrar, ou um papel laminado por baixo. Use o sal em pitadas pra temperar a batata (não coloque muito pq vc vai colocar mais depois). Dê uma regada com um pouco de azeite (não coloque muito pq vc vai colocar mais depois).

- coloque sobre essa camada de batatas fatiadas as postas de tilápia. Tempere o peixe com sal e um pouco de molho de alho (se não tiver, passe um pouco de alho picado mesmo). Lembre-se sempre: não coloque sal demais, eu em geral vou passando as pitadas de sal no peixe e sentindo se está bom.

- corte o tomate, o pimentão e a cebola em rodelas ou em lascas. espalhe sobre o peixe. Faça de maneira a ficar distribuído e colorido (comemos com os olhos também!)

- coloque os dentes de alho espalhados pelo prato (dica que aprendi recentemente: com a casca. Ela é fundamental para manter os nutrientes do alho enquanto ele assa. E depois de assado ela sai com facilidade e o gosto do alho fica maravilhoso).

- Dê agora uma regada mais generosa de azeite, pro prato ficar mais molhado, e salpique mais, ou seja, coloque um pouco mais de sal, sempre com cuidado.

- Cubra com papel laminado e leve ao forno alto por cerca de 40 a 50 min. Depois retire o papel laminado e deixe mais 10 minutos assando com a travessa descoberta. Fique de olho, especialmente nessa parte final, para não queimar.

Depois pode levar pra mesa e servir, deixa o azeite e o sal pra quem quiser colocar mais um pouco. Mas nem precisa, já vai estar no ponto. Bom apetite!





Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Então, noites frias pedem uma coisinha quente, ne? Povo adora uma sopa. :)

vou partilhar aqui uma receita que aprendi com minha mãe Maria Lucia Enne, mas que depois modifiquei um pouco, pq cozinhar é coisa alquímica mesmo. É a sopa de couve-flor que aparece aqui embaixo e que fiz hoje. Ela é simples de fazer e beeeeem gostosa. Gosto sempre de partilhar aqui pros meus alunes, especialmente os que moram em república, receitas baratas e fáceis de fazer. Então, vamos lá!


Modo de preparo:

- separe os galhinhos da couve-flor, aproveitando o talo. Coloque pra cozinhar na água e sal. Não ponha muito sal, olha a pressão! E tb pra poder deixar pra colocar mais um pouco de sal no final, quando for fazer o refogado. Deixe cozinhar até ficar suculenta (espete com garfo pra ver). Não deixe que ela fique dura nem mole demais (normalmente cozinha em 15 min em fogo alto);

- jogue a água fora e com uma faca separe as florezinhas do couve-flor cozida do talo. Jogue todo o talo no liquidificador e um pouco das florezinhas tb, mas poucas, pq vc vai precisar das outras. No liquidificador, coloque uns 250 ml de água potável ambiente. Bata um pouco, mas não muito pra ficar um pouco grosso. Se vc tiver salsa, pode jogar um pouco. Tb pode jogar um quarto de cebola. Se tiver caldo knorr, coloque uma lasquinha, mas só uma lasquinha (olha o sódio!)

- numa panela, coloque um pouco de cebola, óleo e sal (num falei pra economizar ao cozinhar???) e dá uma refogada (num coloco alho pq me dá um pouco de gastura de noite, mas se vc não tem isso, coloca um dentinho amassado tb). Aí jogue as florezinhas cozidas nesse refogado e dá aquela misturada bacana, mas cuidado pra não destruir muito as florezinhas, pq é bom poder mastigá-las quando estiver tomando a sopa.

- Agora joga o caldo que vc bateu no liquidificador nessa panela e pronto, deixa esquentar pq já tem uma sopa deliciosa.

- Se vc gostar e tiver em casa, rala um queiinho por cima da sopa, como na foto abaixo. Se gostar tb, coloca umas torradinhas pra acompanhar. Enfim, é delícia mesmo.


Uma couve-flor média dá pra duas pessoas. Uma grande dá pra umas quatro tomarem. Divirta-se. :)



Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
E pra festa ficar completa, replico aqui o discurso lindo que a Mariana Cardinot, formanda de 2016/2 em Estudos de Mídia, fez pra me homenagear na formatura. Foi um daqueles dias mágicos que só a relação prof/aluno pode explicar. Te amo, Mari queridona, vou guardar pra sempre!



"Boa noite gente, é honra poder estar aqui e falar em nome da turma dessa pessoa, desse ser humano incrível, dessa mulher que é a Ana.  ~e uma dificuldade absurda tb, aquariana neah gente é difícil fazer essas declarações públicas de afeto, mas juro que temos coração sim ~                    
Estava eu reflexiva aqui, e como é que pode uma Ariana gente, ARIANA ser tão amada e homenageada há tantos anos quanto essa mulher é. Isso desafia a astrologia e merece um estudo real (Fica dica aí para próximas pesquisas).

A  ana é o nosso primeiro contato na graduação de mulher forte, que quebra padrões e quem vem desfazendo, construindo e desconstruindo tudo na nossa cabeça. Tudo que se aprendeu a vida toda de como um aluno precisa ser para ser um bom aluno, e de normas de como um professor precisa seguir, com ana, isso não existe. Esses dias eu li em uma postagem que ela mesma fez no facebook em que criticava esse desejo do professor de se ter uma atenção exclusiva do aluno durante toda a aula que me fez lembrar o motivo que me fez me apaixonar cada dia mais em ser sua aluna e em frequentar suas aulas. “No caso de uma aula, são meus alunes, que mediadores que são, vão se apropriar do discurso-aula de formas diferenciadas, dispersas, resignificantes. E, para isso, a desatenção é parte fundamental, para que os jogos matéria e memória, corpo presente e camadas de imaginação, movimentos de extensão e distensão que são a vida, possam acontecer.”
Nós alunes , distraídos porém atentos, mandamos florzinhas de gratidão por isso.

E a Ana é um combo de ensinamentos. Na sala de aula ensina que não precisa cobrar presença para se ter aulas lotadas, ensina que a vida as vezes é uma aula, e que a  gente aprende coisas na aula que leva para a vida. Que o BBB pode dizer muito sobre quem a gente é, que “Vale Tudo” é um novelão da pourra. Sim, podemos aprender sociologia com novelas, séries e coisas que a gente mais gosta de fazer. E que the voice kids pode ser o melhor programa de TV se juntar a galera para comentar no Facebook. Ninguém sai ileso dessa relação. Uma vez que assistiu uma aula da Ana, você leva ela com você pra onde vc for. E tem esse papo que ainda não superamos de que  “Nenhum discurso é essencialmente verdade”? vai dando um bug real na cabeça. Ela tá inventando essa história meu brasel? isso é verdade povo? acho que nem ela sabe.

Em janeiro desse ano, eu apresentei meu TCC e ela esteve entre os professores da banca e disse “As vezes, a gente tem medo que as coisas acabem. É difícil mesmo concluir algo que a gente gosta. Vocês ficam dizendo aí que a vida é fluxo, a vida não é fluxo não, a vida é ciclo.” E hoje estamos aqui juntos, fechando nosso ciclo. E queremos agradecer o privilégio que é ter tido você como parte disso. Obrigada."
Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Amo formaturas! Tenho sido agraciada, ano a ano, com homenagens de meus alunos e alunas, o que me deixa sempre imensamente feliz e orgulhosa. Fui paraninfa e patronesse um tanto e isso sempre se constitui num desafio de criar discursos originais a cada vez. Já falei de ousadia, já fiz discurso de improviso, já citei Fernando Pessoa, Novos Baianos, já imitei a outra lá e copiei discurso de Michele Obama (ideia da minha mãe, hahahaha), já falei de política, do mercado de trabalho, da amizade, já fiz discursos mais personalizados em turmas pequenas, já falei de um tuuuudoooo. Mas o de ontem achei diferente, amei escrever e senti que teve um efeito forte. A pedidos, partilho aqui pra quem quiser ler. Com um grande beijo de agradecimento pra turma de 2016/2, que fez uma formatura linda, com discursos fortes, emocionantes, muito intensos. Valeu, gente! Um beijo grande também pros demais professores homenageados, meus queridos Marildo Nercolini, Antonio Junior e Bia Polivanov. Foi bonita a festa, pá! :)



Abaixo, o discurso na íntegra. Se prepara que lá vai textão. Mas sabe que até acho que vale a pena ler até o final? #fikaadika

Queridas e queridos formandos, colegas de universidade, familiares, amigos e amores, boa noite!

Antes de mais nada, obrigada, mais uma vez, por ser honrada com essa homenagem. Amo formaturas, é um prazer enorme estar aqui, me sinto muito lisonjeada todas as vezes em que me homenageiam nesses rituais. Portanto, começo agradecendo, de todo o coração.

Hoje quero falar de algumas coisas. Vou começar com um poema lindo de Hermann Hesse, sim, o escritor, aquele de Sidarta, O Lobo da estepe, Demian, que é também um poeta fabuloso. Pedirei ajuda a ele pra falar aqui hoje com vcs. Trata-se do poema de nome “O poeta”, composto lá nos idos de meados do século passado. Jesus!

À noite, eu muitas vezes não consigo dormir:
a vida dói.
Fico então a brincar com as palavras,
com as boas e as más,
com as gordas e as magras,
e vou nadando pelo espelho do mar delas.
Longínquas ilhas surgem com azuis palmeiras,
da praia sopra um vento perfumado,
na praia um menino cata conchinhas de várias cores,
banha-se em verde cristal uma mulher cor de neve.
Como no mar arrepiam-se as cores,
em minha alma flutuam sonhos-versos:
gotejam de prazer, enrijecem de luto,
bailam, correm, dispersam-se perdidos,
enrolam-se em palavras conformados com essa vestimenta,
interminavelmente vão trocando de som, forma e semblante,
parecem antiquíssimos e contudo cheios de inconsistência,
A maioria das pessoas não entende:
dão por loucura os sonhos e me dão por perdido
– e assim me veem mercadores, jornalistas, professores.
Crianças e mulheres muitas, de outro lado,
sabem de tudo e me amam como eu a elas,
pois também elas estão vendo o caos dos aspectos do mundo
e a elas também a deusa emprestou seu véu.

Amo esse poema, ele sempre me emociona muito.

Vou partir do final dele pra falar de vcs. Sabe o que mais amo em vcs? A alma curiosa, encantadora, de quem tem o mundo pra descobrir. Amo que vcs sejam crianças e representem o feminino, no sentido dado por Hesse no poema, como o não instituído, como a negação da ordem do discurso que encerra a diferença na loucura e vê os sonhos como perdidos. Quando vcs chegam no primeiro período e nos encontram, e aqui falarei especialmente por mim, Antonio e Marildo, com quem partilho há muitos anos esse momento limiar tão bonito, quase todos oriundos do ensino médio, tão jovenzitos, 17, 18 anos, mas mesmo os que chegam mais cascudos, vividos, mas encaram o começo ou o recomeço de uma nova faculdade, vcs chegam com esse olhar lúdico, meio assustado, meio marrento, meio amoroso, meio desconfiado, mas sempre dispostos a aprender, a trocar, a crescer junto.
E sabe o que vcs fazem com a gente? Vcs nos transformam. Falando especificamente de mim, a cada semestre, rejuvenesço um, dois, dez anos. Uma benção, nem meu cabelo quer embranquecer, pra desespero da minha irmã mais nova... E como se dá essa magia, pq é negócio de magia, minha gente!
Acontece assim, olha:
Quando vcs fazem cara de surpresa quando descobrem que negócio é negar o ócio, que tudo no mundo é híbrido, que essência é construção discursiva, que memória é uma ilha de edição, que não é possível separar o real da representação do real, que a mídia é lugar de manipulação mas também de disputas...
Quando vcs se engajam nos projetos, nos grupos de estudo, nos cineclubes, nas produções de eventos, nas pesquisas de iniciação científica, nas monitorias, no movimento estudantil, nas ocupações, nas diversas atividades do curso de mídia....
Quando vcs nos questionam, discordam, nos colocam pra pensar, nos fazem perguntas enigmáticas que embolam nossa cabeça, criticam nossos métodos, nos cobram novas epistemes, novas práticas, mais coerência entre o que estudamos e como atuamos em sala de aula...
Quando vcs me abraçam no corredor, me levam brigadeiro, biscoito, pedaço de bolo feito pelo mãe, trufa feita por vcs mesmos, me mandam recados lindos e amorosos pelas redes sociais, me enchem de afeto de um jeito que é quase inexplicável...
Quando vcs ficam com a respiração suspensa num aula que pega na veia, gente, nem tenho palavras pra descrever essa sensação, não é sempre, mas quando rola, caramba, novamente, parece coisa de magia, negócio de feitiço...
E também quando vcs me apresentam coisas novas, já escutou essa música, vc não pode deixar de ver essa série, e toma spoiler pq não temos a velocidade de vcs, pestes, já leu esse livro, olha esse vídeo, naenne, lembrei de vc quando vi essa meme, teach, dá uma lidinha nesse artigo maneiro, prof, vc não conhece spotfy ana, pelo amor!, to te mandando esse link aqui de um filme que fiz, quando der dá uma olhada e responde quando puder, ô ana, to te mandando uns poemas que eu fiz mas po vc nunca dá retorno, anaaaaaaaa, conhece esse youtuber, tem tudo a ver com sua aula...
 E quando vcs me escrevem, me procuram, me acham, às vezes nem me acham mas falam assim mesmo (rede social, email, é pra essas coisas, ne?), pra falar da vida, dos amores perdidos, dos problemas familiares, da falta de grana pra vir pra aula, das crises de ansiedade, das dúvidas com a disciplina, dos professores que só jesus na causa, do que fazer no tcc, das coisas que pensaram a partir da aula, quando puder tomamos um café, ana, a gente pode conversar um pouco, um dia podemos almoçar, hum, tenho uma vontade de ir num dos almoços na sua casa....
Quando vcs fazem trabalhos espetaculares, escrevem textos geniais, têm ideias de uma sagacidade fabulosa, interpretam os textos de formas inusitadas, escolhem objetos de pesquisa inesperados, produzem monografias de uma densidade enorme...
E quando mesmo não fazendo nada disso vcs nos mostram o quanto as aulas falaram com vcs, uma observação, um olhar, uma mudança corporal, um obrigado, um desenho, uma risada, uma presença em sala em um dia particularmente difícil...
Enfim, em cada um desses momentos, seus lindos, eu rejuvenesço, me refaço como pessoa, me transformo... e vcs me devolvem o olhar infantil pro mundo, me fazem novamente a criança, e me devolvem o olhar feminino pro mundo, expulsam de mim o instituído, “o mercador, o jornalista, o professor”... e acho todos os sonhos de novo sonháveis, bate em meu peito mais uma vez meu coração de estudante, e sigo acreditando que podemos mudar o mundo, fazer melhor, sermos melhores pessoas, bons amigos, filhos, amores, pais, pessoas no sentido mais amplo.
Sim, sei que, como diz o poema, às vezes não se consegue dormir porque a vida dói. E nesse momento pelo qual passamos no Estado do Rio, no Brasil e no mundo, a vida tem doído bastante. E sei que tem horas que essa pressão fica tão grande que vcs sofrem muito. Quero dizer pra essa plateia que está aqui: essa é uma geração guerreira, precisamos ficar atentos a isso, porqueca pressão que eles estão sofrendo não tá brinquedo, não. Aí nesses momentos aquele olhar de esperança e sonho para o mundo acaba perdendo um pouco seu lugar. É, tem vezes que não dá mesmo pra dormir, a vida dói...
Pois então, em retribuição a tudo o q vcs me deram nesses anos de faculdade, vou dar a vcs agora um presente mágico, um #ficaadika, um contra dom, como diz Marcel Mauss, uma dádiva, pra vcs usarem sem medo e sem parcimônia: quando tudo estiver parecendo sem saída, lembrem-se de vcs mesmos, quando chegaram aqui, em todos os anos passados na universidade, em que enfrentaram tantas adversidades e superaram, lembrem-se desse momento vitorioso e tão bonito que é essa formatura aqui. Lembrem-se de vcs mesmos, queridas e queridos, porque vcs são poderosos. Não esqueçam isso. Lembrem de vcs, como diz o poeta, que enxergam o caos dos aspectos do mundo porque estão vivos e são sensíveis, mas também de vcs a quem a deusa emprestou o seu véu para que continuem a sonhar, a desejar, a procurar, a aprender, a superar. Lembrem de vcs, de suas almas femininas e seus olhares de criança. Lembrem de vcs, aqueles olhinhos do primeiro período, esses olhares aqui e agora. Se vcs fizerem isso, sempre vão se curar dos males do mundo, como anualmente vcs me curam. Tamo junto! Mil vivas pra vcs, merecedores de nossos maiores aplausos!



Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Como já comentei em outros lugares, "Pai Herói", a minha novela preferida, está sendo reprisada no canal Viva. Dela veio o pseudônimo Karina Limeira Brandão, personagem de La Savalla, lindíssima como a bailarina problemática, com que assino esse blog e que já me serviu de pseudônimo em festivais de poesia, trotes, cartas para jornais e outros momentos alteregóicos múltiplos... André Cajarana e Ana Preta, tipos inesqueciveis de Tony Ramos e Gloria Menezes, foram por muito tempo meus personagens preferidos, símbolos de justiça, pureza, força, luta, coragem. Na reprise, assisto embevecida e emocionada o quanto essa percepção permanece. E que maga essa Janete Clair! Essa semana um aluno amado, o querido Abrahão, apaixonado por novela que nem eu, me escreveu pra falar o quanto estava comovido com Pai Herói. E sobre Janete afirmou: "Janete escrevia muito bem, sabia escrever pro povo". Exatamente! Que talento, minha gente! Tanto que quase quarenta anos depois (a novela é de 1979) a novela segue emocionando e falando com um jovem estudante de midia, na faixa dos seus 20 anos. Não é formidável? Gênio, "usineira de sonhos", a maior, imbatível, viva Janete!!!

Anos depois, muitos, li e me emocionei com "As ilusões perdidas", clássico de Balzac. E quando li tive a sensação de que já tinha tido o impacto de acompanhar as desilusões de Lucien de Rubempré, personagem principal do romance, chegando na cidade grande cheio de sonhos e inocência, e aos poucos sendo devorado pela maldade e perversidade daquele mundo, perdendo suas ilusões. Agora, revendo a novela, sei de onde veio minha sensação de deja vu quando li o livro. André Cajarana era o nosso Lucien de Rubempré! E com um show de interpretação de Tony Ramos, que conseguiu encenar essa passagem dura da vida entre o olhar inocente e a aquele depois das lambadas do mundo.

Mas com uma diferença: nossa maga num ia deixar a gente sem esperança, não. Nosso André Cajarana amadurece, sofre, se endurece, mas não perde sua bondade e vontade de justiça. As ilusões perdem força, mas não desaparecem. Novelas e suas redenções no final... Balzac que me desculpe, mas prefiro assim... ;)

PS: e "Alouette", canção com Denise Emmer, é linda. Na época o povo reclamou, dizia que era nepotismo pq ela era filha do Dias Gomes, que a música era chata, que ela cantava mal... olha, gente chata. Música linda e casa perfeitamente com a personagem Karina e seus dramas.

Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Em 12 de janeiro de 2006, tomei posse como professora concursada na UFF. Portanto, essa semana esse marco completa aí seus dez anos. Nesse processo, conheci colegas e alunos maravilhosos, muitos dos quais viraram meus amados amigos. Não vou ceder ao desejo de fazer uma lista extensa nominal porque não quero ser injusta nem deselegante. Na graduação e na pós, tive oportunidade de passar por experiências profissionais e afetivas inesquecíveis. Daqui deixo meu muito obrigada às parcerias que valem a pena. :)

Resolvi, pra marcar essa data e homenagear todos esses queridões, falar da primeira turma de Estudos de Mídia, que conheci nessa minha entrada concursada na UFF. Turma adorada e inesquecível! Muitos viraram meus amigos e sinto enorme saudade de todos. Com eles comemorei, durante anos, meu aniversário no rodízio de pizzas do seven grill (gente, sinto muita saudade disso!), fizemos festas, entramos e saímos de confusões, tivemos aulas e trabalhos memoráveis... são tão queridos pra mim que quando os encontro, vejo foto no face, recebo notícias ou lembro por acaso, sinto meu coração sempre apertado. Através deles, quero homenagear todos os colegas e alunos que marcaram esses dez anos como concursada, os treze anos na uff incluindo o período de bolsista PRODOC e os 22 anos de magistério. Cada vez que entro em sala ainda me sinto aquela menina que lá em 1994 começou sua carreira docente, sem ter noção do quanto se realizaria ali. Ainda uso a técnica louca das letras pra decorar os nomes, ainda apresento o programa aula-a-aula no primeiro dia, ainda mando notas com comentários individuais pros alunos, ainda dou gargalhada em sala com eles, ainda preparo cursos novos com o mesmo entusiasmo. Quero seguir assim até o dia em que me aposentar, feliz em aprender e conviver com eles, esses menines maravilhosos!



Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Esse ano, fui convidada pelo professor Leonardo Guelman, diretor do Centro de Artes da UFF, para realizar a curadoria do UFF Debate Brasil, projeto que acontece há mais de 30 anos no Teatro da UFF visando promover o debate de temáticas relevantes para a sociedade, a partir da universidade e seus aportes teóricos e reflexivos. Aceitei com prazer o desafio, principalmente por ser fã do projeto, ao qual compareci muitas vezes como plateia e como debatedora.


Nessa função, realizamos cinco debates inesquecíveis e planejamos outros dois que não chegaram a acontecer em função da greve dos três setores (professores, técnicos e alunos) na universidade em 2015, mas que com certeza também teriam sido lacradores. Agora, em razão de demandas outras que assoberbam a nossa vida enquanto docentes de universidade pública, me despeço da curadoria, e gostaria de expressar aqui meus agradecimentos a todos que me ajudaram nesse processo, fazer alguns comentários sobre os debates realizados e mais uma vez agradecer muito ao Guelman pelo convite, pela confiança e pela possibilidade aberta para desenvolvermos essa etapa do UFF Debate.

Assim, queria agradecer imensamente, em primeiro lugar, à Ohana Boy Oliveira, minha assistente de curadoria e mediadora em inúmeros debates, poucas parcerias na minha vida profissional são tão perfeitas quanto a que tenho com essa diva! :) Agradeço também à equipe de produção do UFF Debate Brasil, Tânia Perez, Ana Cristina Oliveira e Daisy Pinto, que há anos vem conduzindo o projeto e nos receberam cordialmente nessa parceria, e que agora seguem na coordenação do mesmo, como na produção do próximo UFF Debate Brasil de 8 de dezembro de 2015, com o tema "Faces do terror - entendendo a história". Estendo o agradecimento à toda a equipe do Centro de Artes e do
Teatro da UFF, que nos acolheram e ajudaram no que foi preciso para o pleno funcionamento dos eventos.

Queria também dizer muito obrigada a meus alunos e ex-alunos amigos, que voluntariamente me ajudaram na cobertura midiática dos debates, fazendo as postagens, fotografias, filmagens e edições: Lia Ribeiro, Clara Sacco, Ioná Ricobello, Luiza Gomes, Raphael Azevedo Silva, Rodrigo Freitas e Bruno Pacheco. O espírito colaborativo e republicano de vocês é comovente. E vão ganhar um churrasco de gratidão, aguardem!


Seguindo com os agradecimentos, meus mais sinceros a todos os convidados que toparam nossas propostas e realizaram debates inesquecíveis, de altíssima qualidade, que com certeza marcaram todos os presentes. Alguns momentos dos mesmos foram tão impactantes e emocionantes que até hoje reverberam em mim e em várias pessoas com quem falo sobre o que presenciamos (para quem quiser saber mais sobre os debates, sugiro seguir a página do Facebook do UFF Debate Brasil). Meu muito, muito obrigada a todos que listo abaixo, o mundo precisa de vocês!:

1) Debate de maio, "Infância para quem? Desigualidade social e penalização da vida", com Orlando Zaccone, Juliana Farias e Mônica Cunha, e mediação de Adriana Vianna.


2) Debate de agosto, "Novas tecnologias, velhas práticas? O poder do jornalismo sobre a opinião pública", com Paula Máiran, Octavio Guedes e Raull Santiago, e mediação de Ohana Boy.


3) Debate de setembro, "A vez e a voz dos coletivos urbanos: disputas pela cidade", com Dudu de Morro Agudo, Dani Francisco e Carlos Meijueiro, e mediação de Leonardo Guelman.


4) Debate de outubro, "AFROntando o racismo: Kbela e o protagonismo das mulheres negras em cena", com Janaína Damaceno, Silvana Bahia e Daiane Ramos, e mediação de Ohana Boy.


5) Debate de novembro, "A fantástica fábrica do preconceito: mídia, representação social e senso comum", com Marcelo Freixo, Kleber Mendonça e Dani Araújo, e mediação de Ohana Boy.


Queria aproveitar aqui também para agradecer aos convidados que aceitaram participar dos outros debates que planejamos para junho e julho, mas que não puderam ser realizados em função da greve (da mesma forma, o professor Márcio Castilho, do curso de Jornalismo da UFF, foi convidado a participar do UFF Debate sobre a questão do jornalismo, mas não pode aceitar em razão da greve):

- debate planejado para junho - tema "Vozes abertas da América Latina": processos de democratização política e midiática", convidados Dênis de Moraes, Gustavo Gindre e Paula Máiran, com mediação de Lívia Reis
- debate de julho - tema "Na Babilônia moderna: mídia e representatividade", convidados Jean Wyllys e Pedro Bial, com mediação de Marildo Nercolini.

Por fim, mas mais importante, queria agradecer ao público que compareceu aos debates, participou, ouviu, falou, perguntou, riu, chorou, se emocionou, xavecou, interagiu, aprendeu, ensinou, lotou aquele teatro. Foi maravilhoso participar dessa onda de afeto e conhecimento!






É isso. Foi uma experiência bacana e enriquecedora. Como disse acima, vivi momentos inesquecíveis nas edições que fizemos. E fico feliz por ter contribuído nesse momento com esse projeto tão importante para a universidade, que busca complexificar as discussões e colocar em pauta temas e objetos que impactam em nossa vida cotidianamente. Acredito que esta é a principal função da universidade pública e me alegro por ter participado desse processo. Sigamos complexificando, ampliando o diálogo, abrindo espaços para outras vozes e sujeitos sociais, visando democratizar a universidade para além de seus muros e títulos.


Vida longa ao UFF Debate Brasil! E muito sucesso aos que estão conduzindo o bastão agora. :)
Karina Limeira Brandão, mais conhecida como anaenne:
Quando Hermann Hesse, escritor alemão, foi contemplado com o Prêmio Nobel de Literatura, ele escreveu ao seu amigo de longa data Thomas Mann dizendo: "E muitos velhos leitores meus alegraram-se porque agora fica claro que a fraqueza que tinham por mim não era apenas um pecado" (HESSE, Hermann e MANN, Thomas. Correspondência entre amigos. Rio de Janeiro: Record, 1975:87).

Pensei nisso quando recebemos, essa semana, a maravilhosa notícia de que a tese da minha querida Flora Daemon, já publicada em livro pela Garamond em 2015, Sob o Signo da Infâmia. Das violências em ambientes educacionais às estratégias midiáticas de jovens homicidas/suicidas, que tive o prazer de orientar, foi contemplada com Menção Honrosa no Prêmio Capes de Teses 2015. Flora (comigo a reboque, hehe) recebeu muitos parabéns, o que muito nos honrou. Mas o prêmio, a meu ver, só deixou claro o que eu já havia dito muito antes, desde que terminei de ler o material que ela havia me enviado: trata-se de uma tese excepcional, feito com coragem e talento.

Sobre a tese, digo de novo: é excepcional, é pra todo mundo ler! Quem quiser saber o que penso dela mais detalhadamente, pode ler, na íntegra, o doce e orgulhoso prefácio que tive a honra e o prazer de escrever para o livro: link aqui. Como explico por lá, na tese a autora "escolheu compreender o que leva jovens a optarem por gravar seu nome na história a partir de atos infames, praticando o que Flora Daemon tão bem conceituou como crimes que envolvem “estratégias comunicacionais de inscrição post mortem”. Trata-se, em geral, de ações praticadas em lugares públicos, como escolas, em que esse jovens atiram em várias pessoas, deixando um rastro de mortos e feridos, culminando sua performance com o suicídio. E que têm em comum, além dessas características, o fato de envolverem a produção do que a pesquisadora chamou de “pacotes midiáticos”, que são disponibilizados das mais diversas formas (...)". Como digo ao fim do prefácio (na verdade, um pósfácil, porque o livro fala por si), trata-se de"uma leitura imprescindível para todos, porque precisamos de mais humanidade, mais compromisso, mais complexidade, mais reflexão".

O prêmio, como brincou Hesse a respeito do seu Nobel, confirmou a todos que "a fraqueza que eu tive pela tese não era apenas um pecado". :) Trata-se de trabalho urgente e definitivo sobre o tema, que precisava ser encarado de frente. Flora Daemon deu show! Agora até a CAPES e o mundo sabem. ;) Eu já sabia.

Mas para além da alegria com essa premiação e a possibilidade de fazer o comentário jocoso aí em cima, hehe, as congratulações me fizeram pensar também sobre essa coisa de orientação. Não sou uma orientadora das mais mais. Não é falsa modéstia, não falo isso pra colher louros, sou ariana, preciso disso, não. Por exemplo, sou uma professora de excelência, sei disso, me dizem isso e sei disso. Mas como orientadora tenho lá meus percalços, não escondo de ninguém, não é das atividades acadêmicas que mais amo no mundo. Tenho dificuldade de me concentrar no tema dos outros (Flora Daemon sabe disso como ninguém, hahaha), não respondo prontamente a emails, não tenho paciência com dramas exagerados de orientandx, acho tudo meio chato, enfim, como disse, sou ariana antes de ser orientadora, hehe. Aí fiquei cá comigo se merecia mesmo esses parabéns que recebi a reboque do prêmio justíssimo de Flora, porque foi um trabalho tão autônomo, tão próprio, tão autoral...

Mas depois fiquei pensando que tenho três características como orientadora que talvez estejam aí merecendo uns aplausos mesmo: 1) sempre procuro garantir a autonomia dx orientandx pra que elx, de fato, desenvolva seu potencial no ritmo e do jeito que elx achar melhor. Na medida do possível (porque a mesma CAPES que premia é a que verga o chicote, né?), ou seja, dentro das cobranças e prazos cruéis, procuro entender as temporalidades do povo que cola comigo nessa viagem maluca de orientação, o jeito de escrever, as escolhas teóricas e metodológicas, as afinidades acadêmicas, mesmo as contradições e confusões. Tento, de todo meu coração, reconhecer e respeitar as idiossincrasias e não pressionar ninguém. E procuro lembrar que é só um TCC, só uma dissertação e só uma tese, não é a vida, que é bem maior do que isso e não cabe no Lattes. Em geral, dá certo! ;); 2) não me furto a encher orientandxs de afeto. Acho que afeto move o mundo, nos faz melhor, por isso não economizo. Algumas vezes quebro a cara, mas é da vida. Em geral, isso rende mais do que bons trabalhos, rende maravilhosas amizades para a vida toda; 3) por fim, sempre leio TUDO e ATENTAMENTE. Faço revisão, faço crítica, dou sugestão, elogio. Leio várias vezes. Oriento pra valer. Posso não ser a rainha da paciência nem da concentração em relação ao que o outro está me falando, mas meus orientandxs sabem que podem contar com minha leitura, comentários, dicas.

O resultado disso tem sido muito bom. Não é a coisa que mais amo fazer, tal de orientação, mas no geral os frutos são saborosos e belíssimos. Vide aí o prêmio justísimo da Flora. Quando a gente consegue encontrar nxs orientandxs um pouco disso tudo aí, autonomia, interesse pela pesquisa, espírito crítico, criatividade, investimento, vontade de mudar o mundo, junto com afeto, caráter e amizade, tiramos a sorte grande. Por vezes num rola e os sentimentos são de decepção, ingratidão e desilusão. Doem, mas acontecem pouco e passam rápido. No geral, pela soma de tudo, vale muito a pena. Mesmo pra uma ariana impaciente e desligada. Florite, te amo, esse prêmio é seu, você merece muito, eu já sabia, que bom que agora todo mundo sabe que essa fraqueza de elogiar sua tese num era apenas um pecadinho meu. ;))))